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Você está em: Edições / Ed. 2/2018
 
Edição 2/2018
REPORTAGEM DE CAPA
Trabalho em excesso

REPORTAGEM DE
Revista Emergência / Luana Cunha

FOTO
Capa: Beto Soares/Estúdio Boom

Na busca por melhores salários e por prazer à profissão, profissionais do atendimento pré-hospitalar cumprem cargas horárias excessivas

"Há cinco anos trabalho em dois lugares diferentes, cumprindo uma carga horária de 30 horas semanais em um regime de 12/60 (trabalho 12h e descanso 60h) em cada uma das instituições. Ou seja, trabalho dois dias seguidos, das 7h às 19h, sendo um dia no atendimento pré-hospitalar e outro em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de uma unidade hospitalar, e folgo no terceiro dia e assim sucessivamente. Hoje, após 17 anos de profissão, posso dizer que não trabalho excessivamente, mas nem sempre foi assim. Quando iniciei, minha carga horária era muito maior, chegava a fazer cem horas semanais, trabalhando em três lugares diferentes e descansando apenas nos alojamentos, durante uma e outra ocorrência". Esta era a realidade do Técnico de Enfermagem, Ivo Barbosa da Costa Filho, de 36 anos. Priorizando a sua qualidade de vida, há cinco anos ele resolveu diminuir a sua carga horária de trabalho, entretanto, atualmente, esta jornada excessiva é praticada por mais da metade dos profissionais do setor de APH (Atendimento Pré-Hospitalar) do Brasil.

O regime de plantões dos profissionais de APH, que varia muito conforme o Estado ou o Município, ocorre por meio de acordo sindical. Atualmente, não existe nenhuma Lei Federal que estipule uma carga horária mensal para estes profissionais. Em entrevistas com profissionais da área, a Revista Emergência apurou que, normalmente, a carga horária varia entre 24, 30 ou 36 horas semanais, dividida em turnos de 12 horas (dia ou noite) ou 24 horas. Em relação ao regime (horas de trabalho e horas de descanso), os Conselhos Federais de Medicina e Enfermagem recomendam, por meio de suas Portarias e Resoluções, que os profissionais do pré-hospitalar façam uma pausa de, no mínimo, um dia após 12 horas de trabalho, e dois dias após 24 horas de trabalho, devido aos desgastes físicos e emocionais relacionados a tais funções.



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ENTREVISTA
Reabilitação em foco

Por
Revista Emergência / Luana Cunha

FOTO
Divulgação HUSM

Cinco anos após a tragédia na boate Kiss, enfermeira que atuou no atendimento às vítimas fala sobre a atuação das equipes e a criação do CIAVA

Há 38 anos trabalhando na área da saúde, a Enfermeira Soeli Teresinha Guerra, atual Gerente de Atenção à Saúde do HUSM (Hospital Universitário de Santa Maria), foi uma das mentoras do CIAVA (Centro Integrado de Atendimento a Vítimas de Acidente), criado após o incêndio da boate Kiss, com o objetivo de prestar atendimento clínico e psicológico às vítimas da tragédia. "Ao longo do tempo o CIAVA se tornou uma referência. Sempre que solicitada, a nossa equipe auxilia, tanto no âmbito de gestão, quanto de assistência, em casos de diversos lugares do país e do mundo".

Em entrevista à Revista Emergência, Soeli fala sobre a estrutura, desafios e conquistas do Centro de Atendimento, salientando a importância do atendimento pós-tragédia para a reabilitação do paciente. Em 2016, a equipe do CIAVA lançou o livro "Protocolos de Atendimento às Vítimas da Boate Kiss".

PERFIL
SOELI TERESINHA GUERRA
Natural de Tenente Portela/RS, Soeli Teresinha Guerra é graduada em Enfermagem (1988) pela Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora Medianeira, Especialista em Gestão de Serviços e Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria (2008). Em janeiro de 2013, Soeli compôs a equipe de profissionais da saúde que coordenou o atendimento às vítimas da tragédia na boate Kiss, no HUSM (Hospital Universitário de Santa Maria), criando, logo após, o CIAVA (Centro Integrado de Atendimento a Vítimas de Acidente), do qual foi coordenadora nos três primeiros anos. Em 2016, junto com outros profissionais do Centro, lançou o livro "Protocolos de Atendimento às Vítimas da Boate Kiss". Atualmente, Soeli atua como Gerente de Atenção à Saúde do HUSM.

QUAIS PROFISSIONAIS ATUARAM NO ATENDIMENTO ÀS VÍTIMAS NA TRAGÉDIA DA KISS NO HOSPITAL DE SANTA MARIA E COMO ESTAVA A PREPARAÇÃO DAS EQUIPES?
Na ocasião da tragédia, eu coordenei a equipe de atendimento no hospital que era formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, farmacêuticos, nutricionistas e assistentes sociais, além de profissionais de apoio administrativo e serviços gerais. Os profissionais de saúde, em geral, capacitam-se permanentemente para eventos de massa. Entretanto, nunca esperávamos que um dia tivéssemos que dar conta de atender centenas de vítimas em poucas horas. Por isto, tivemos, naquele momento, alguns desafios como, por exemplo, colocar em execução ações que, muitas vezes, só havíamos exercitado em atividades simuladas, realizadas em programas de capacitação como atendimento de vários feridos simultaneamente, acesso venoso central por via periférica, cuidados com lesão de pele, dentre outras. Os resultados mostraram para as equipes do HUSM (Hospital Universitário de Santa Maria) o quanto é importante o programa de educação permanente executado na instituição. Para exemplificar, no ano de 2012, que antecedeu o desastre, as atividades de educação permanente desenvolvidas, que capacitaram mais de 50% dos profissionais de saúde da instituição, estiveram centradas no Suporte Básico de Vida. Esta capacitação permitiu repassar os cinco passos para o atendimento de vítimas de acidente ou mal súbito, além de abordar noções básicas quanto à organização do cuidado a ser dispensado pelas equipes de salvamento, bem como o material necessário para o atendimento.



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ATUALIZANDO
Tragédia no trânsito

Por
Redação Revista Emergência

FOTO
SAMU Macro Norte/MG

Acidente com múltiplas vítimas mobiliza equipes de emergência em MG

Um grave acidente envolvendo dois micro-ônibus, duas carretas, um caminhão que transportava outro caminhão e uma van mobilizou equipes de resgate, no dia 13 de janeiro, em Grão Mogol/MG. No total, 13 pessoas morreram e 39 ficaram feridas, algumas em estado gravíssimo. Os órgãos de emergência foram acionados imediatamente após a colisão e o SAMU Macro Norte foi o primeiro a chegar ao local. "Assim que chegamos à cena colocamos em prática o SCO (Sistema de Comando de Operações). Estabelecemos um Posto de Comando, fizemos o isolamento da área, avaliamos as prioridades do incidente e colocamos em ação, junto com o Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal, o plano de atendimento", explica a Assessoria de Comunicação do órgão.   

O cenário encontrado pelas equipes era de um verdadeiro caos, com vítimas presas às ferragens e um veículo incendiando. Após avaliação do cenário, as equipes se dividiram atendendo às vítimas conforme triagem, seguindo a metodologia S.T.A.R.T. (Simple Triage and Rapid Treatment). Enquanto o SAMU prestava o atendimento às vítimas de fácil acesso, o corpo de bombeiros trabalhava na retirada das vítimas com vida presas às ferragens. "Com a utilização de ferramentas hidráulicas adequadas e técnicas de salvamento veicular todas as três vítimas foram retiradas com vida, após duas horas de trabalho", afirma o tenente Reinaldo de Souza Freitas, do CBMMG.



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ARTIGO
Espaços confinados

AUTOR:
NFPA Journal Latinoamericano*

FOTO:
River Andrade

Para lidar com riscos nestes locais, a NFPA cria um guia para entrada e trabalho seguros, incluindo orientações sobre resgate

Esta semana, em algum lugar nos Estados Unidos, duas pessoas em média irão ao trabalho e não voltarão para casa junto de suas famílias por terem entrado num espaço confinado. De acordo com o Censo Anual de Mortes no Trabalho, compilado pelo Bureau of Labor Statistics, em 2015, morreram, nos Estados Unidos, 136 trabalhadores em incidentes associados aos espaços confinados. As mortes em espaços confinados são cobertas regularmente pelos noticiários, embora o público possa não reconhecê-las como incidentes ocorridos em espaços confinados. Os espaços confinados e seus riscos variam - existem diferentes tipos de espaços confinados e riscos associados. Eles se encontram não só em indústrias, mas também em quase todos os locais de trabalho, incluindo estabelecimentos comerciais, hospitais, universidades e mesmo em fazendas. Em 1989, numa fazenda no Michigan, cinco membros da mesma família, representando três gerações, morreram quando entraram um atrás do outro numa fossa de esterco tentando salvar seus familiares. O incidente repetiu-se em 2012 na Pensilvânia quando um pai e seus dois filhos morreram numa fossa de esterco.

* Reproduzido com autorização do NFPA Journal Latinoamericano® copyright © 2017, National Fire Protection Association, Quincy, MA. Todos os direitos reservados. www.nfpajla.org. O artigo, de autoria de Nancy Pearce, foi publicado originalmente no NFPA Journal Latinoamericano, na edição de junho de 2017, páginas 44 a 47.



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ARTIGO
Proteção Passiva

AUTOR:
Rogerio Lin

FOTO:
Arquivo CKC

Os conceitos e uso correto de sistemas de compartimentação corta-fogo

A grande maioria dos incêndios ou princípios de incêndios é contida por elementos de compartimentação de ambiente, o que permite confinar o fogo, fumaça e gases quentes, permitindo que ocupantes de uma edificação consigam evacuar em segurança, até que os bombeiros e brigadistas realizem o trabalho de combate e controle. Porém, infelizmente, compartimentações também falham por uma série de fatores que iremos explicar durante este artigo.

Compartimentações como paredes corta-fogo, por exemplo, podem se tornar muito complexas quando não atentamos às configurações de sistemas existentes no mercado, principalmente quando analisamos incêndios recém-ocorridos, nos quais paredes desmoronam ou simplesmente não impedem a passagem do fogo, gases quentes e fumaça dentro das condições esperadas. Neste artigo, entenderemos os conceitos, quais as principais medidas para se mitigar futuros riscos e o que existe de mais avançado em tecnologia atualmente para paredes corta-fogo em alvenaria, em placas de gesso acartonado, em sistemas de vidro e cortinas corta-fogo.



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ARTIGO
Niterói contra queimadas

AUTOR:
Walace Medeiros Barbosa

FOTO:
Secretaria Municipal de Defesa Civil

Após uma série de incêndios em vegetação, Secretaria de Defesa Civil de Niterói/RJ desenvolve projeto e obtém resultados positivos

A área de estudo está localizada no município de Niterói, que integra a região metropolitana do Rio de Janeiro. O município é dividido em 52 bairros que são agrupados em cinco regiões de planejamento, de acordo com o Plano Diretor - Lei municipal 1.157/92. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o município conta com uma área aproximada de 133 km², na qual 38,82% são de fragmentos florestais, segundo Pedro Zanetti Freire Santos e conforme demonstrado na Figura 1, com população de 487.562 habitantes que está completamente inserida em área urbana. O IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) é de 0,837, o que indica um índice muito alto, colocando Niterói em 7° lugar no Brasil, com melhor IDHM.

Entretanto, apesar do alto IDHM, como grande parte das cidades metropolitanas do Brasil, Niterói enfrenta a questão da favelização e ocupação de áreas de risco. Segundo o IBGE, estima-se que haja aproximadamente 79.623 pessoas vivendo nestas condições. Isto representa aproximadamente 16% da população total do município vivendo em encostas de morros e ao longo das margens dos cursos d’águas. Verifica-se que esta ocupação desordenada, muitas vezes, faz limite ou insere-se em áreas de vegetação. De acordo com o mapa de ameaças naturais do estado do Rio de Janeiro, os desastres de origem natural mais comumente encontrados no município são, em ordem, deslizamentos de solo ou rocha (COBRADE 1.1.3.2.1), corrida de massa (COBRADE 1.1.3.3.1 e 1.1.3.3.2), enxurradas (COBRADE 1.2.2.0.0), alagamentos (COBRADE 1.2.3.0.0) e incêndios florestais (COBRADE 1.4.1.3.1 e 1.4.1.3.2). Historicamente, atividades de Defesa Civil no estado do Rio de Janeiro priorizam os quatro primeiros desastres, sendo os incêndios florestais deixados em segundo plano.



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ARTIGO
Bombas de incêndio

AUTOR:
Paulo Renato Ferreira Targino Soares

ILUSTRAÇÃO:
Beto Soares/Estúdio Boom

Como evitar o fenômeno de cavitação dos equipamentos para seu funcionamento adequado

Um dos equipamentos mais importantes nos sistemas de controle e prevenção de incêndios são as bombas de incêndio. Os sistemas de pressurização podem operar de três formas: por gravidade, por bombas ou por tanque de pressão. Eles têm a função de fornecer energia para o transporte de água e ainda atingir o material em combustão a uma determinada distância, com vazão e pressão adequada à extinção do fogo.

Os sistemas operados por bombas são compostos por bomba principal ou bomba de incêndio, bomba de pressurização ou bomba jockey. A bomba de incêndio tem a finalidade de recalcar a água do reservatório para os equipamentos de combate. Deve possuir motor elétrico ou à explosão. Quando a bomba principal fornece água aos hidrantes mais desfavoráveis hidraulicamente, no caso de não poderem ser abastecidos pelo reservatório elevado, ela recebe o nome de bomba de reforço. A bomba de pressurização ou bomba jockey tem a função de manter o sistema pressurizado em uma faixa preestabelecida e de compensar pequenas perdas de pressão, conceitua Alexandre Itiu Seito.




Veja a bibliografia usada neste artigo.





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ARTIGO
Múltiplas vítimas

AUTORAS:
Mirela Porto Gonçalves e Ivete Maria Ribeiro

FOTO:
CBMSC

Estudo aborda a maneira com que a equipe de enfermagem do serviço de emergência deve realizar a assistência durante situações de catástrofes

Terrorismos, tsunamis, furacões e outras ameaças afetam cidades inteiras, países e continentes. Estas intempéries naturais têm sido cada vez mais frequentes nas últimas décadas. Diante de tais situações, o grande desafio da enfermagem na atual conjuntura é atuar com eficiência em situações de desastre. Conforme M. A. Silva e R. Carvalho, um aspecto importante no desempenho da função do enfermeiro que se vê frente às vítimas em emergências é o seu preparo e do hospital para assistência neste momento crítico.

Segundo A. L. E. Valentim, G. O. Paes e S. M. Carvalho, o número de ocorrências envolvendo múltiplas vítimas no Brasil tem aumentado, possibilitando a reflexão sobre os modelos vigentes pré-estabelecidos de estratificação e classificação de vítimas, relevantes na ótica do acesso e utilização dos serviços de urgência e emergência hospitalares. Para os autores, as emergências são as principais portas de entrada das vítimas de acidentes e violência. Dependendo da gravidade das lesões, a assistência demandará ações de diferentes serviços e níveis de complexidade, tendo que estar preparado para intervir em situações adversas e inesperadas.



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Fórum Revista Emergência
Em 27 de janeiro deste ano, o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria/RS, completou cinco anos. A tragédia que atingiu milhares de famílias deixou 242 mortos e 636 feridos. Além de muita tristeza, o fato chamou a atenção da população e das autoridades de todo país exigindo maior rigor na fiscalização de casas noturnas e maior qualificação nos serviços de bombeiros e resgate. Em dezembro de 2013, foi aprovado o PLC 14.376, estabelecendo normas sobre Segurança, Prevenção e Proteção contra Incêndios no RS e, em março de 2017, com o mesmo propósito, porém, em âmbito nacional, foi aprovada a Lei Kiss Federal (13.425/2017). Além disto, ao longo destes anos, diversas campanhas preventivas alertaram sobre os principais riscos e medidas de proteção em lugares de grande reunião de público, livros e documentários foram lançados em memória às vítimas e familiares criaram a AVTSM (Associação de Vítimas da Tragédia de Santa Maria), entre outras ações. Na sua opinião, o que mudou e o que ainda precisa ser revisto em relação a cultura de prevenção contra incêndio após a tragédia da Kiss? Entre em nosso fórum de discussão, acesse www.facebook.com/groups/incendio.emergencia.quimica.revistaemergencia/ e dê a sua opinião. Se você ainda não é membro do grupo, solicite a sua participação.



Edição do Mês
 
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