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Você está em: Edições / Ed. 4/2018
 
Edição 4/2018
REPORTAGEM DE CAPA
Emergência na estrada

REPORTAGEM DE
Revista Emergência / Luana Cunha

FOTO
Capa: CCR NovaDutra

Criadas na década de 90, equipes de emergência de concessionárias são de extrema importância no atendimento aos acidentes de trânsito e na redução dos índices de mortalidade

Segundo dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal), em 2017, 6.244 pessoas morreram e 83.978 ficaram feridas em acidentes nas rodovias federais do Brasil. Mesmo apresentando uma queda, quando comparado a 2016, o número de vítimas por acidentes de trânsito ainda preocupa muito as autoridades. Vale ressaltar que estes dados se referem apenas às ocorrências registradas em rodovias federais, ou seja, o número não engloba vítimas em rodovias estaduais e municipais. Os principais acidentes registrados são: atropelamento, capotamento de veículo, colisão com objeto em movimento, colisões com outros veículos, incêndio, derramamento de carga, tombamento, entre outros. Por ser, na maioria das vezes, locais distantes de centros urbanos e órgãos públicos de urgência e emergência como Corpo de Bombeiros e SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), para prestar o primeiro atendimento a estas vítimas existem, nas principais rodovias do país, equipes privadas de APH (Atendimento Pré-Hospitalar) que pertencem a concessionárias, empresas contratadas pela União ou Estado, responsáveis pela concessão de determinada rodovia.

As concessionárias surgiram na década de 90, após a extinção do Fundo Rodoviário Federal e o fim dos recursos para investimentos na manutenção de rodovias, em 1988. Para recuperar parte da malha rodoviária e prestar atendimento aos usuários, o Governo Federal deu início a um programa de concessões de rodovias. Atualmente, o transporte rodoviário brasileiro integra todos os estados por meio de 1,7 milhão de quilômetros de estradas (pavimentadas e não pavimentadas). Destes, 20.348 quilômetros de rodovias (federais, estaduais e municipais) pertencem a gestões concedidas, operadas por 59 empresas, que atuam no Distrito Federal e em 12 estados (Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo).



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ENTREVISTA
Foco na modernização

Por
Revista Emergência / Luana Cunha

FOTO
CB PM Douglas Arrais/CBPMESP

Comandante do CBPMESP fala sobre as principais conquistas da corporação nestes 138 anos e as metas da nova gestão

À frente do CBPMESP (Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo) desde o dia 15 de fevereiro deste ano, o comandante-geral, coronel Wagner Bertolini Junior, ressalta a capacitação dos profissionais e os investimentos em tecnologias como metas de sua gestão. "O investimento em recursos materiais de primeira linha e o constante treinamento e aperfeiçoamento técnico dos profissionais, são as bases de estruturação da nossa instituição. Além disto, estamos investindo na modernização da análise e vistoria de projetos das edificações, propiciando a maior segurança preventiva possível", afirma.

Há 30 anos prestando serviço à corporação, Bertolini participou operacionalmente de grandes ocorrências, incluindo grandes incêndios industriais e emergências químicas, como foi o caso do incêndio no Porto Alemoa, em Santos/SP, com nove dias de combate. Em entrevista à Revista Emergência, o coronel fala sobre as principais conquistas da corporação, que completou 138 anos, em março de 2018, destacando a regulamentação do Sistema de Atendimento de Emergências no Estado de São Paulo e a instituição do FESIE (Fundo Estadual de Segurança contra Incêndios e Emergências).

PERFIL
WAGNER BERTOLINI JUNIOR
Natural da cidade de São Paulo/SP, o coronel Wagner Bertolini Junior formou-se no Curso de Formação de Oficiais em Ciências Policiais da Segurança e Ordem Pública, na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, em 1988. Durante sua trajetória dentro da corporação, assumiu funções importantes como, por exemplo, coordenador operacional em situações de emergência como o incêndio no Porto Alemoa, em Santos/SP, e o incêndio no Memorial da América Latina, em São Paulo/SP, e Comandante do Corpo de Bombeiros Metropolitano de dezembro de 2013 a fevereiro de 2017. Em março de 2017 assumiu o cargo de Subcomandante do CBPMESP, assumindo a Comando-Geral da corporação em 15 de fevereiro deste ano.

COMO FOI SUA TRAJETÓRIA DENTRO DO CBPMESP?
Iniciei minha carreira como oficial, no CBPMESP (Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo), no início de 1990 e minha trajetória operacional no 2º Grupamento de Bombeiros, na região da zona norte da cidade de São Paulo/SP. Durante todos estes anos, atuei em quase todas as funções operacionais próprias da atividade de Bombeiros. Fui comandante de Posto, Comandante de Subgrupamento, Subcomandante e Comandante de unidades operacionais. Atuei também em nossa unidade de ensino e no Centro de Manutenção de Materiais Operacionais, como responsável pelo reparo e manutenção de equipamentos e viaturas. Estas experiências permitiram um profundo contato com ocorrências de diversas naturezas, além de conhecer com profundidade os diversos veículos e equipamentos utilizados pelo Corpo de Bombeiros.



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ATUALIZANDO
Dados estatísticos

Por
Redação Revista Emergência

FOTO: Abracopel

Instituição lança anuário de acidentes de origem elétrica no Brasil

A Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade) lançou, em fevereiro, o Anuário Estatístico de Acidente de Origem Elétrica 2018 - Ano base 2017. Segundo a associação, o principal objetivo do estudo é fornecer informações e dados, referentes a acidentes de origem elétrica ocorridos no Brasil, para entidades, empresas e órgãos públicos a fim de diminuir e minimizar os danos e mortes causados por tais incidentes. "Os dados nos mostram o quanto a população brasileira ainda tem desconhecimento dos riscos que a eletricidade pode oferecer quando mal-empregada. A Abracopel luta para que estes dados diminuam, por meio de ações que levem informações a toda a população", afirma a Abracopel. O Anuário traz números de acidentes que têm em sua origem a eletricidade como, por exemplo, choque, raio e incêndios por curtos-circuitos.

Conforme o anuário, em 2017, foram registrados 1.387 acidentes de origem elétrica. Destes, 451 foram incêndios originados por curtos-circuitos, que contabilizaram 30 mortes. O estado que registrou o maior número de ocorrências desta natureza foi São Paulo, com 62 casos. Porém, quando comparado ao número de mortos, mesmo com auto índice de ocorrências, o estado paulista registrou duas mortes, enquanto o Paraná registrou seis mortes e 51 incêndios por curtos-circuitos.



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ARTIGO
Controle de Fumaça

AUTOR: Ednaldo Fernando Rodrigues

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares/Estúdio Boom

Avaliação da utilização do sistema como medida compensatória às saídas de emergência mal dimensionadas ou executadas incorretamente

O homem sempre teve um anseio incessante em dominar o meio ambiente em todos os seus aspectos e, em se tratando do fogo, tê-lo sob controle era, e ainda é, tarefa essencial para a sobrevivência da espécie. O homem mais primitivo descobriu que, batendo uma pedra contra a outra, próxima a gravetos ou folhas secas, uma faísca surgia e dava início a uma fogueira e, com isto, era possível cozinhar ou assar os alimentos, conferindo-lhes um sabor mais agradável. Descobriu também, que o fogo não vinha somente deste procedimento, mas que, quando os raios caíam em árvores, ali as chamas se materializavam e que, aproveitando-se disto, "pegava-se" o fogo e, além de cozinhar, podia-se afastar animais indesejáveis durante a noite e se aquecer quando a temperatura estava baixa. O fogo também permitiu que o homem extraísse da natureza todos os meios necessários para que fossem trabalhados e utilizados na construção de seu lar, como é o caso do tijolo de cerâmica. Até mesmo nos momentos de guerra o fogo esteve presente, seja no lançamento direto nos inimigos, ou na produção de armas e armaduras de aço, possibilitando que um determinado grupo sobrepujasse outro e avançasse na conquista territorial do planeta.

Se de um lado o fogo permitiu que o ser humano chegasse ao atual estágio da evolução, ele também se tornou fator de muita tristeza ao ceifar muitas vidas, de forma direta ou indireta. O incêndio, como é chamado o fogo em descontrole, acontece geralmente em proporções pequenas e em momentos imprevisíveis, assumindo configurações inimagináveis, além de ocupar totalmente os ambientes.




Veja a bibliografia usada neste artigo.




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ARTIGO
Defesa Civil no Maranhão

AUTORES:
Manoel Henrique Santos Lima e Mônica de Aquino Galeano Massera da Hora

FOTO:
Divulgação/CEPDECMA

Estudo apresenta estruturação e ações no período de 2012 a 2015 da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Maranhão

Os desastres naturais têm feito parte da história da humanidade. De acordo com L. Aptekar, sua ocorrência mudou pouco nos últimos 100 anos, mas o que mudou realmente é a capacidade da sociedade em lidar com tais eventos. Entretanto, no mundo moderno, há um paradoxo entre o desenvolvimento tecnológico nas ciências, que contribui para uma vida mais segura e mais saudável, e a incidência de extremos da natureza (por exemplo, terremotos, secas). O paradoxo torna-se mais complicado porque a aplicação dos avanços tecnológicos tem também alguns componentes de risco que são resultados da execução inadequada e/ou falhas das novas tecnologias, segundo K. Smith.

Os desastres são fenômenos complexos e multidimensionais que causam morte, sofrimento e perdas econômicas, conforme os autores L. Weisaeth e A. J. Korver. De acordo com L. Weisaeth e WHO (World Health Organization), a maioria das definições enfatiza a destruição severa que excede a capacidade da comunidade afetada recuperar-se. Os desastres, suas causas e suas consequências estão também relacionados aos processos e às estruturas sociais, conforme K. Tierney. O grau de desorganização social que ocorre depois dos desastres está intrinsecamente relacionado às estratégias pré-desastre da comunidade. Em países desenvolvidos, os sistemas para a detecção primária do evento, bem como as estratégias de gerenciamento pré e pós-desastre têm reduzido consideravelmente os danos físicos, e aumentado as chances que os sobreviventes terão de se recuperar e reconstruir suas comunidades, segundo J. S. Kroll-Smith e S. R. Couch.



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ARTIGO
Proteção Passiva

AUTORA:
Camila Guello

FOTO:
Arquivo Hilti do Brasil

Selagem corta-fogo na segurança contra incêndio das edificações

O tema Segurança Contra Incêndio tem sido cada vez mais discutido em grupos técnicos, universidades e associações. Diante de tantas mudanças na legislação como, por exemplo, a Lei Federal 13.425, aprovada em 30 de março de 2017, e conhecida como Lei Kiss Federal, que estabelece diretrizes gerais sobre medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres em estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público e as recomendações da ABNT NBR 15.575:2013 - Norma de Desempenho, é de suma importância que os profissionais estejam preparados para conhecer o que deve ser feito para atender às novas exigências do mercado.

Uma questão que vale a pena ser levada em consideração quando se aborda este tema é que a segurança contra incêndio só faz sentido quando pensada como um todo. Todos os elementos que compõem um projeto devem cumprir rigorosamente as normativas, leis e instruções técnicas. Desta forma, as proteções passivas e ativas devem trabalhar em conjunto para garantir a segurança da edificação.  Além disto, a fiscalização pelos órgãos responsáveis deve ser rígida, para que não passe despercebida nenhuma falha que possa pôr em risco a vida dos usuários.



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ARTIGO
Acidentes de motos

AUTORES:
Raufilia de Santiago Vidal e Maria Helena de Paula Frota

ILUSTRAÇÃO:
Beto Soares/Estúdio Boom

Pesquisa investiga o perfil dos atendimentos realizados pelo SAMU e destaca a importância das políticas públicas de saúde para reduzir estes agravos

A assistência à saúde tem avançado em suas diversas áreas, fato que tem contribuído para melhoria da qualidade de vida da população que, além do acesso aos serviços, tem disponível novas tecnologias e profissionais mais qualificados. Contudo, os acidentes de moto têm sido motivo de preocupação na saúde pública em virtude do elevado índice de morbimortalidade que impacta nas estatísticas do Ministério da Saúde e revela que as causas violentas representam 12,7% do total de mortes ocorridas no país, tendo o acidente de trânsito grande relevância neste contexto, sobretudo quando envolve motocicletas. Dentre as causas externas, este tipo de acidente tem tido maior evidência, devido ao elevado número de internações e altos custos hospitalares.

Neste cenário, encontra-se o APH (Atendimento Pré-Hospitalar), caracterizado em prestar assistência fora de ambiente hospitalar, de forma direta ou indireta, com o intuito de propor uma resposta adequada, a qual varia de um conselho ao envio de uma viatura de suporte básico ou avançado, conforme a necessidade do usuário, que após a assistência prestada, será levado a um hospital de referência.



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Fórum Revista Emergência
Segundo especialistas, a presença de uma pessoa capacitada em primeiros socorros em uma situação de emergência pode, muitas vezes, ser o fator decisivo na sobrevida da vítima, até a chegada da equipe médica. Diferente do Brasil, em muitos países do exterior, noções básicas de primeiros socorros é uma prática ensinada ainda na infância, com disciplinas inclusas nos currículos escolares. Pensando nisto, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei nº 9.468/18, dos deputados Ricardo Izar (PP/SP) e Pollyana Gama (PPS/SP), que obriga as escolas, públicas e privadas, de educação infantil e básica a capacitarem professores e funcionários em noções básicas de primeiros socorros. Caso o projeto seja aprovado, os cursos serão condizentes com a faixa etária do público atendido, ministrados por profissionais do Corpo de Bombeiros Militar e/ou SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Na sua opinião, atualmente, as escolas estão preparadas para enfrentar situações de emergência? Entre em nosso fórum de discussão, acesse www.facebook.com/groups/APH.Revista.Emergencia/ e dê a sua opinião. Se você ainda não é membro do grupo, solicite a sua participação.



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