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Você está em: Edições / Ed. 6/2012
 
Edição 6/2012

MATÉRIA DE CAPA
SOCORRO EM DUAS RODAS

Reportagem de Rafael Geyger
Capa: Antonio Cruz/ABr

Salvamentos com motos propiciam agilidade no atendimento e redução de sequelas às vítimas

Reduzir o tempo de resposta do socorro médi­co e prestar suporte ao atendimento. A missão da motocicleta no ambiente pré-hospitalar permanece a mesma desde a primeira vez em que foi utilizada no Brasil, por volta de 1995. Após quase duas décadas, o que mudou foi a realidade do serviço e o meio em que a ferramenta atua.

A frota de veículos no Brasil cresceu 190% ­desde o fim dos anos 90 e hoje chega a 56.379.174 carros e motos em todo o país, segundo dados do De­na­tran (Departamento Nacional de Trânsito). Só nas motos, o crescimento é de 530% no período. Com isto, os congestionamentos não se restringem às grandes cidades e não são raros os casos de ambulâncias presas em meio ao trânsito, atrasando a sua chegada em uma ocorrência e elevando os prejuízos que tal demora acarreta à vítima.

Em Pernambuco, um deslocamento de oito quilômetros da unidade de resgate do Corpo de Bombeiros, que em 1999 levava sete minutos, hoje é feito em 13 minutos (veja quadro "Ganhos no tempo-resposta"). Instituída pela corporação em 2008, a moto cumpre este mesmo trecho, atualmente, em seis minutos, informa o tenente Gilson Beltrão, co­or­denador do serviço de moto-resgate da corpo­ração.

Operando em duplas, os motociclistas levam à ce­na emergencial os recursos necessários para um primeiro atendimento e sua agilidade fez o veículo conquistar espaço em praticamente todo o país. Especialmente a partir do ano 2000, houve uma disseminação da ferramenta e ao menos 15 corporações de bombeiros apostaram no serviço, segundo apurou Emergência. O SAMU seguiu a tendên­cia e instituiu a motolância em 2009, inicialmente com 400 veículos. Também adotam o veícu­lo servi­ços privados, como concessionárias de rodovias.

"A moto é uma estratégia que tem por objetivo che­gar na vítima e iniciar rapidamente o atendimento, o que é fundamental. Em muitas situações de e­mergência, isto faz muita diferença. Compro­vada­­mente, tem maior sobrevida, salva mais pessoas", diz Carlos Alberto Guglielmi Eid, chefe do De­­partamento de APH da Abramet (Associação Bra­sileira de Medicina de Tráfego).

Segundo Beltrão, o ganho no tempo-resposta pos­sibilita transmitir às centrais de operações a situação real da ocorrência, permitindo o atendimento com o número exigido de bombeiros e evitando des­locamentos desnecessários de ambulâncias. "Em 38% das ocorrências, a ambulância não precisa se deslocar até as ocorrências, repercutindo na re­dução de custos no serviço de resgate e minimi­zando o desgaste da tropa", diz, referindo-se a ­casos de trote, socorro por outro serviço ou populares, recusa no atendimento ou óbito.

Para Eid, a decisão de cancelar o envio da ambu­lância é de responsabilidade do médico regulador. Como as motos são em geral pilotadas por técnicos de Enfermagem ou enfermeiros, não cabe a estes profissionais concederem alta ao paciente. "O que não pode é a moto ser entendida como uma substituta da ambulância", diz Eid. "Ela consegue chegar mais rápido ao local, mas é limitada quanto aos equipamentos que leva", completa.


Confira a reportagem completa
na edição de junho 
da Revista Emergência   
                  



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ENTREVISTA
PIONEIRISMO EM ALTITUDE

Por Priscilla Nery
Foto: Priscilla Nery

Alpinista fala sobre experiências em técnicas verticais e importância da legislação na segurança em altura

Para o alpinista Rodrigo Raineri, "para sermos felizes temos que fazer o que gostamos". Esta visão é refletida em suas atividades e paixão pela escalada e técnicas verticais. Rodrigo tornou-se exemplo de superação não somente pela trajetória de pioneirismo, mas tam­bém por ter encontrado motivação para continuar crescendo após a perda de seu amigo há 18 anos e parceiro no esporte, Vitor Negrete, que atingiu o cume do Monte Everest sem o uso de oxigênio suple­­men­tar, em 2006.

Hoje, o alpinista está à frente da empresa Grade 6, atuando co­mo instrutor de escalada, administrador e ministrando cursos e pa­lestras para segurança de trabalho em altura nas indústrias. Em entre­vista à Emergência, conta dificuldades e aprendizado adquiridos ao lon­go de mais de duas décadas e ressalta a importância da legislação pa­ra a redução de riscos, tanto no turismo de aventura quanto no trabalho em altura.

Revista Emergência: Como começou seu interesse pelo alpinismo?

Rodrigo Raineri:
Eu sempre gostei muito do ambiente natural. Quando eu estava no colegial, fiz algumas via­gens, e uma delas foi para as ca­ver­nas do Vale do Ribeira. Em certo ponto, tivemos que fazer um rapel. Achei ma­ravilhoso. Depois, fui escalar o pico das Agu­lhas Negras, em Itatiaia/RJ. Tive que contratar um guia, utilizei uma corda de segurança para escalar. Então, tive contato mais uma vez com a verticalidade, com a parte de segurança, como fazer um nó e uma ancoragem. Fui me apaixonando por isto e cada vez me especializando mais, porque, na época, não existia internet como é hoje, não havia revistas, era muito difícil o acesso à informação técnica. Quando tive a oportu­nidade de morar fora do país, entrei em contato com livros, revistas, vídeos, que hoje são mais comuns aqui no Brasil. Aí, acabei seguindo este caminho.

Emergência: As técnicas de segurança em altura dentro de indústrias, para esporte de aventura, como alpinismo e montanhismo, e para serviços de emergência e resgate se diferenciam muito? De que forma?

Raineri:
Apesar de terem em comum o risco de que­da, alguns procedimentos e equipamentos são diferentes. O ambiente na indústria po­de ser mais agressivo que o ambiente na­tural, de a­cordo com o lugar em que se está. Nor­mal­men­te na indústria a frequência do trabalho é muito maior (gerando uma exposição maior ao risco) e a exigência em segurança também. Falando das responsabilidades: se eu for es­calar uma montanha no Himalaia e me aciden­tar, de maneira geral, esta responsabilidade é minha. Quando uma pessoa se acidenta dentro de uma empresa, pela legislação brasileira, a responsabilidade é da empresa. As condições de uso dos equipamentos no ambiente corpo­rativo podem ser mais severas, pois o ambiente che­ga a ser, em muitos casos, mais hostil. No am­biente natural, você está buscando um de­sempenho sempre no limite das possibilidades, então precisa levar o mínimo de coisas possível para poder ir rápido, o que aumenta a segu­ran­ça, pois diminui o tempo de exposição. Na in­dústria, também se está procurando de­sem­penho e existe uma pressão por produção. Só que, ao mesmo tempo, a pressão em cima da questão da segurança é muito maior. Nas boas empresas, a segurança é um valor, a neces­si­dade da produção nunca se sobrepõe à se­gurança.


Confira a entrevista completa
na edição de junho 
da Revista Emergência   
                  



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ARTIGO
PREPARADOS PARA O IMPENSÁVEL

Autor: José Luiz Lopes Alves
Foto: Federazione Italiana Attività Subacquee

Auxílio mútuo e percepção de riscos são ferramentas importantes no enfrentamento da emergência

As reações das pessoas perante um evento inesperado são muito diversas. Treinamentos adequadamente desenhados ajudam a diminuir a variabilidade dos comportamentos nas situações de emergências e a melhorar as reações das pessoas. Este artigo tem como objetivo mostrar ao leitor alguns aspectos importantes relacionados com este assunto, sobretudo, tratar a percepção do risco co­mo um ativador importante que pode ser desenvolvido e ainda reconhecer o valor do cuidado mútuo numa situação de perigo ou numa emergência real.

O impensável às vezes ocorre. "Todo homem deveria ser capaz de ser mandado para fora de casa nu, sem nada com ele. No final do dia, o homem deveria estar vestido e alimentado. Ao final da semana, deveria possuir um cavalo. No final do ano, ele deveria ter um negócio e uma conta de poupança." Pensava assim Rick Rescorla. Herói no Vietnã, em 1965, ele previu o primeiro atentado à bomba no World Trade Center e também possíveis ataques com aviões. Por is­to, ensinou aos empregados da Morgan Stanley, empresa localizada nas Torres, como se salvar. Quando a torre do World Trade Center desabou, em 11 de se­tembro, apenas 13 colegas da Morgan Stanley - incluindo Rescorla e quatro de seus funcionários da segurança - estavam lá dentro. Rescorla retirou antes outros 2.687 em 20 andares, que sobrevi­veram.

A jornalista Amanda Ripley conta esta história no seu brilhante livro "Impen­sável - Como e por que as pessoas sobrevivem a desastres". Uma obra obrigatória para quem lida com planos de emergências. Aconselhável para quem anda de avião ou se aventura em cruzeiros em transatlânticos, como o que ader­nou na costa da Itália no início deste ano.

Você, leitor, que mora ou trabalha em um edifício, já tentou procurar de olhos fechados a porta no seu andar que dá acesso à escada de emergência? Pratica al­gumas vezes por ano a descida pela escada de emergência? Ao embarcar em um avião, você conta as fileiras à frente ou atrás da sua, até a saída de emergência? Você acha que vai enxergar algo dentro de um avião superlotado de fumaça?

A maioria não se prepara para emergências. Há pouco tempo algumas pessoas que trabalhavam em um grande edifício resolveram descer do vigésimo andar para simular uma evacuação. Chegaram até o térreo, mas não conseguiram acessar o saguão e sair do prédio: a última porta estava fechada à chave. Motivo: não permitir que estranhos acessas­sem os andares pela escada de emergência a partir do térreo.

Quando observamos uma situação de emergência e giramos o relógio ao contrário, encontramos um incidente potencialmente grave. Voltamos mais um pouco no tempo e encontramos comportamentos inadequados, em muitos casos, por baixa percepção dos riscos envolvidos. Há quem sustente que todos nós decidimos aceitar um determinado nível de risco para mantermos certo nível de conforto e que o risco zero não existe, pois risco zero significa ganho zero. Arriscar-se faz parte da natureza humana. Arriscar-se tem a ver com a vontade de ganhar algo. Parafraseando a jornalista Amanda, muitas pessoas sistematicamente flertam desavergonhadamente com os riscos. Muito deste comportamento tem a ver, às vezes, com algo que denominamos de percepção dos riscos.


Confira o artigo completo
na edição de junho 
da Revista Emergência   
                  




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ARTIGO
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

Autores: Gabriela Camargos Lima, Kamila Lemos Costa, Valério Tadeu de Assis, Lucas Amaral de Melo, Murilo Machado de Barros e Rogério do Nascimento Giranda
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Método de Gretener aplicado em shopping center avalia o preparo da edificação para a segurança e combate a incêndio

Um incêndio é uma ocorrência de fogo não controlado que pode ser extremamente perigosa para os seres vivos e para as estruturas, podendo ocorrer em diversos ambientes. Para que o fogo ocorra, há necessidade da combinação de alguns componentes em proporções adequadas, na presença de uma fonte suficiente de calor. Além dos três componentes básicos que compõem o triângu­lo do fogo (com­­burente, combustível e fon­te de ca­lor), deve haver também reação ­quími­ca em cadeia.

Segundo Marco Secco, incêndio é considerado como toda e qualquer destruição ocasionada pelo fogo, que se processa fora do desejo e do controle humano, com prejuízos consideráveis e não previstos, e é classificado ­observando-se o grau de periculosidade ­apresentado. O incêndio se constitui sempre como uma das principais causas de danos à vida e ao patrimônio. Estes danos podem ser localizados ou generalizados em toda a edificação, de acordo com S. M. S. de Araújo.

Segundo A. M. C. Gouveia, um incêndio desde o seu início até a sua extinção tem uma distribuição uniforme de temperatura. A fase do incêndio denominada ignição possui um crescimento relativamente linear da temperatura ambiente, atingindo no período de dois a cinco minutos uma temperatura entre 250°C a 350°C. Nesta fase, o incêndio ainda não envolveu todo o compartimento, po­rém, ao final dela, o volume de fuma­ça é grande e há uma redução significativa da visibilidade, comprometendo as condições de sustentação da vida para os seres humanos.

A fase seguinte, que é a de inflamação ge­neralizada, se caracteriza pela elevação acentuada da temperatura, pela presença de grandes volumes de fumaça e pe­la rápida propagação do fogo. A duração desta fase depende de diversos pa­râmetros, entre eles a densidade da ­carga de incêndio e o fator de ventilação, mas em geral é de 20 a 40 minutos ou até que cerca de 60% a 80% da carga combustível seja consumida.

A fase final, ou de extinção, pode durar de uma a três horas. Nela ocorre o resfriamento gradativo do ambiente incendiado, podendo haver o reinício do incêndio, caso todo o material combustí­vel não tenha sido consumido, ou ainda o colapso de elementos estruturais e de vedação.

O início de incêndios em edifícios e construções em geral pode ocorrer pelas falhas na instalação elétrica, em cozinha devido à presença de gás, dentre outros. Se não for controlado, o fogo pode propagar-se rapidamente para outras estruturas, causando grande destruição. Para se evitar a ocorrência de incêndios devido às irregularidades na construção, especialmente pelo não cumprimento das normas de ­segurança, o serviço do corpo de bombeiros é responsável pela vistoria das edificações verificando se o edifício está correto, de acordo com as normas em relação à prevenção contra incêndio.

Conceito

O método de Gretener é um método se­miquantitativo de avaliação ou quantificação do risco de incêndio em edi­fícios e teve por base a necessidade sentida pelas seguradoras em uniformizar os prêmios de seguro. O primeiro uso des­te método surgia em 1965, proposto pela sociedade suíça de engenheiros e arquitetos (SIA), e ficou conhecido por método de Gretener, por ter sido desenvolvido por Max Gretener. É um dos métodos semiquantitativos mais importantes, dado o seu reconhecimento ou aceitação, quer por parte das autoridades ou poder político, quer por parte das seguradoras (Metodologia de Avaliação do Risco de Incêndios).

Veja a bibliografia usada neste artigo.


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ARTIGO
NOVAS ATRIBUIÇÕES

Autores: Salomão Patricio de Souza França, Regina Braga Costa, Emanuella Bezerra da Silva, Flávia Jacqueline Oliveira da Silva e Paulo Henrique Queiroz de Oliveira
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Avaliação da inserção e da necessidade do enfermeiro numa Central de Regulação Médica

Segundo disponibilizado no portal do Colégio Brasileiro de Cirur­giões, o trauma é a principal ­causa de óbito nas primeiras quatro décadas de vida, configurando um problema de Saúde Pública de grande magnitude e transcendência, que tem provocado forte impacto na morbidade e na mortalidade da população brasileira.

Os números oficiais da Fundação Nacional de Saúde em 2002, de acordo com o Ministério da Saúde, são estes: "os coe­ficientes de mortalidade por causas externas tiveram um aumento no período de 18 anos, 59/100.000 habitantes, em 1980, para 73/100.000, em 1998. Houve uma elevação da mortalidade proporcional por causas externas em todas as fai­xas etárias. Nas idades de 10 a 19 e de 20 a 29 elas respondem por 70% de todos os óbitos ocorridos. Lesões e envenenamentos foram a causa de 17,1% das internações de jovens de 10 a 19 anos em 1998. Entre 20 e 29 anos esta pro­por­­ção foi de 14,3%".

É clara a necessidade de um atendimento eficiente e rápido no local. Por ou­tro lado, por mais eficiente que seja o atendimento pré-hospitalar, ele nada mais é do que uma etapa de um ­processo assistencial muito mais abrangente. Paradoxalmente, um atendimento pré-hospitalar eficiente resulta no aumento da demanda hospitalar de vítimas em estado crítico que até poucos anos atrás mor­reriam no próprio local.

De acordo com o Ministério da ­Saúde, o atendimento pré-hospitalar ­caracteriza toda e qualquer assistência realizada direta ou indiretamente fora do âmbito hos­pitalar. Dentro do imaginário social, es­te tipo de atendimento é destinado às ocorrências traumáticas graves, em que a ambulância com uma equipe treinada é destinada até a localidade solicitada pa­ra solucionar o problema e levar à unida­de de saúde mais próxima da cena. Esta é apenas uma das possibilidades de atendimentos existentes dentro do âmbito pré-hospitalar.

Na Telemedicina, em que a queixa do so­licitante é acolhida e a ocorrência é en­cer­rada pelo telefone, ocorre um a­con­selhamento de uma conduta simples na qual o solicitante pode realizar até mes­mo a indicação de alguma medicação para alívio sintomático, sem ter a ne­cessidade do envio de uma viatu­ra até o local solicitado.

História

Como apontam Sérgio Luiz Bra­sileiro Lopes e Rosana Joaquim Fer­nandes, historicamente, o primeiro serviço de atendimento à urgência que se tem registro foi colocado em prática na França, em 1792, por Dominique Larrey, cirurgião e chefe militar da Armada de Napoleão Bo­naparte, que utilizava um transporte chamado por ele de ambulân­cia (do latim "Ambulare", que significa deslocar) no qual levava assistência médica pre­coce até o campo de batalha. Foi cons­tatado que o prognóstico de algumas lesões ­melhorou após uma intervenção precoce. Mas foi em Nova York, no final do século XIX, que o atendimento às vítimas fora do contexto hospitalar ganhou um caráter mais estrutu­rado com a utilização de am­bulâncias medicalizadas para atender à população nas ruas, segundo o Ministério da ­Saúde.


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ARTIGO
LEITURA AUXILIAR

Autor: Edson Haddad

Atendimento de emergências químicas encontra apoio nas literaturas nacionais e internacionais

Nas duas últimas edições, comentamos nesta coluna sobre fontes de informação para apoio nas emergências químicas. O primeiro artigo abordou os sites confiáveis que podem ser utilizados para obter informações sobre produtos químicos, enquanto que o segundo artigo contemplou os centros e centrais de informação que fornecem apoio nas ações de resposta às emergências.

Neste mês, abordaremos algumas das principais publicações que podem ser utilizadas para prevenção, preparação e resposta às emergências químicas. A primeira delas é o Manual para Atendimento a Emergências com Produtos Perigosos, de autoria da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química). Fornece os procedimentos iniciais a serem adotados por aqueles que são os primeiros no local de uma emergência química, visando à proteção do público e das equipes envolvidas no atendimento.

Considerando que muitas substâncias apresentam perigos semelhantes e por isto demandam ações emergenciais similares, estas foram agrupadas em 172 guias distintas, as quais contêm informações sobre os seguintes temas: fogo ou explosão, perigos à saúde, segurança pública, EPI, evacuação e ação de emergência (fogo, vazamento ou derramamento e primeiros socorros). O Manual apresenta ainda as seguintes informações: índice por ordem numérica ONU, número do guia, classe de risco e nome do produto; índice por ordem alfabética, número ONU, número do guia e classe de risco; tabela de distâncias de isolamento inicial e de ação protetora; relação de produtos perigosos que reagem com a água; tabela de rótulos de risco e guias correspondentes.

A segunda é a obra Emergências Tec­no­lógicas, de Rubens Cesar Perez. O livro aborda aspectos de planejamento, preparação e resposta às emergências químicas, incluindo temas como capacitação de equipes e uso de modelos de consequência como ferramenta de apoio.


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