Promoção - Frete Grátis - Outubro 2018
P SuperGuia Net banner 1
 
 
    Eventos
    Geral
    Legal
    Leia na Edição do Mês
    Ocorrências
    Produtos & Serviços
    Últimas Notícias
E Papeis de Parede Banner 4
E Superguianet - Banner 5
E Fotos Redes Sociais Banner 5
E Entidades Banner 5


Você está em: Edições / Ed. 6/2018
 
Edição 6/2018
REPORTAGEM ESPECIAL
Crianças em foco

REPORTAGEM DE
Revista Emergência / Luana Cunha

FOTO
Enfermagem FACIPLAC

Principais ocorrências atendidas pelos órgãos e as particularidades que envolvem o atendimento a emergências pediátricas

Manhã do dia 5 de outubro de 2017, SAMU Macro Norte recebe um chamado de ocorrência. Trata-se de um incêndio em uma creche, na cidade de Janaúba/MG. "A cena inicial presenciada pela primeira equipe na creche foi algo indescritível, um horror. Mas, o compromisso com a profissão e com a vida fez com que ocorresse um controle emocional para que o atendimento adequado e dentro dos protocolos fosse executado com celeridade e eficiência. Muitas crianças estavam com mais de 80% da superfície corpórea queimada. Tivemos dificuldades para conseguir veículos adequados para o transporte aéreo e terrestre das vítimas e, quando conseguimos, o desafio foi assegurar um transporte seguro e que não desestabilizasse o paciente. Infelizmente, alguns ficaram instáveis, exigindo, mais uma vez, serenidade e competência das equipes". Este foi o relato do pediatra do SAMU Macro Norte, Iuri Sânzio, que, por coincidência ou destino, estava de plantão no dia da tragédia. Na ocasião, 75 crianças estavam no local. Nove morreram e dezenas ficaram feridas. 

A tragédia em Janaúba colocou em evidência o atendimento a emergências pediátricas e suas particularidades. Todos os dias, serviços de atendimento pré-hospitalar móvel de urgência, particulares ou públicos, recebem diversos chamados de ocorrências envolvendo crianças. Conforme especialistas, apesar de as técnicas de atendimento serem iguais as de um adulto, as crianças possuem características diferentes que devem ser levadas em conta no momento da abordagem, reanimação, imobilização, medicação, entre outros procedimentos realizados no primeiro atendimento.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ENTREVISTA
Alerta para o futuro

Por
Revista Emergência / Paula Barcellos

FOTO
Mkahan

Especialista avalia as lições que a tragédia em SP traz para a Segurança Contra Incêndio de edificações

"Por se tratar de uma construção dos anos 1960, em que não havia exigências de segurança contra incêndio, não se pode responsabilizar os projetistas, mas confirma as exigências atuais sobre compartimentação vertical". Esta é a avaliação que Valdir Pignatta e Silva, engenheiro civil, professor da USP e especialista na área de Segurança contra Incêndio, faz do incêndio e consequente queda, no mês passado, do prédio abandonado e ocupado, localizado no Largo do Paissandu, em São Paulo/SP. Segundo ele, além do problema social, a tragédia mostra a importância da presença da compartimentação vertical na segurança das estruturas atuais e de um projeto adequado como um todo, que siga as normas de Segurança Contra Incêndio vigentes. Diante disso, reforça a necessidade de educação e conscientização da sociedade, em especial dos profissionais responsáveis pelos projetos. Veja a seguir as opiniões do especialista sobre o assunto.

COMO PROFISSIONAL DA ÁREA DE ENGENHARIA DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO, QUAIS OS PRINCIPAIS PROBLEMAS QUE ESSE ACIDENTE REVELOU PARA O PAÍS NA SUA OPINIÃO?
Além dos evidentes problemas sociais, restringindo-me à minha área de atuação, ou seja, Engenharia de Estruturas em Situação de Incêndio, confirma-se a importância da compartimentação vertical na segurança das estruturas. A compartimentação de uma edificação é um dos principais meios de segurança contra incêndio. Uma vez iniciado o incêndio em um compartimento deve-se evitar que ele se propague para outros. A compartimentação vertical é aquela que impede a propagação vertical de gases ou calor de um pavimento para o imediatamente superior. É uma das medidas mais eficientes para a segurança contra incêndio. Além da relevância para a segurança à vida, a compartimentação vertical é essencial para o dimensionamento das estruturas, pois é hipótese fundamental da formulação normatizada. Em outras palavras, a formulação normatizada para o dimensionamento de estruturas de concreto, aço, etc., tem por princípio que as estruturas estão dentro de compartimentos. Desde os ensaios de laboratórios de elementos estruturais, que são feitos em fornos, que nada mais são do que compartimentos. No que tange à garantia da compartimentação vertical de um pavimento, destacam-se: Escadas enclausuradas; Fachada com parapeito-verga ou marquise/aba, construídos por material incombustível, com determinadas dimensões mínimas, a fim de evitar que o fogo que se propaga para fora da edificação retorne ao pavimento superior; Lajes com espessura mínima, de forma a respeitar isolamento térmico e estanqueidade, ou seja, evitar que o calor ou o fogo, respectivamente, se transfiram através da espessura da laje para o pavimento superior; Selos corta-fogo (Firestops) para vedar toda e qualquer ligação vertical entre pavimentos, tais como passagem de tubulações, dutos, shafts, etc.  No edifício Wilton Paes de Almeida, segundo o que foi divulgado, diversas destas medidas de segurança não existiam. Por se tratar de uma construção dos anos 60, em que não havia exigências de segurança contra incêndio, não se pode responsabilizar os projetistas, mas confirma as exigências atuais sobre compartimentação vertical.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ATUALIZANDO
Novo comandante

Por
Redação Revista Emergência

FOTO
CBPMESP

Coronel ressalta a continuidade do trabalho e a revisão das ITs

Em 28 de abril, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de SP nomeou como comandante-geral o coronel Eduardo Rodrigues Rocha. Segundo o órgão, a nova gestão participou da elaboração do Planejamento Estratégico (2017-2020), que estabelece objetivos e ações nas áreas administrativa, operacional e de ensino da instituição. "Todos os compromissos assumidos serão honrados e o cumprimento das metas será perseguido, dando continuidade aos trabalhos e projetos em desenvolvimento. A principal atenção continuará sendo com a segurança das pessoas, nas áreas de prevenção e de intervenção operacional", afirma o novo comandante.

A publicação da revisão das 44 ITs (Instruções Técnicas) do CBPMESP foi uma das questões ressaltadas pelo coronel Rocha. Segundo ele, as revisões foram formuladas para alinhar as disposições das ITs com as normas brasileiras vigentes. "A IT 01 - Procedimentos Administrativos, por exemplo, incorporou as rotinas de análise e vistoria digital, reduzindo o trâmite de expedientes físicos. Além disto, foram incluídos relatórios de comissionamento dos sistemas instalados nas Instruções Técnicas sobre pressurização de escadas (IT 13), sistema de alarme e detecção de incêndio (IT 19), sistema de hidrantes (IT 22) e sistema de chuveiros automáticos (IT 23), atribuindo encargos legais ao responsável técnico", comenta.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ARTIGO
Análise do acidente

AUTOR: Antonio Fernando Berto

FOTO: Roveda Rosa/Agência Brasil

Segurança Contra Incêndio nas edificações deve ser alvo desde o projeto até a ocupação e manutenção dos edifícios

O incêndio ocorrido no edifício Wilton Paes de Almeida, no dia 1º de maio de 2018, no centro de São Paulo, deve servir de alerta para muitas situações de insegurança existentes em grandes centros urbanos no Brasil. Nos mostra que muito ainda deve ser feito para resolver o problema da Segurança Contra Incêndio em grandes edificações de múltiplos pavimentos.

As condições que determinaram o surgimento do incêndio decorreram naturalmente de aspectos que caracterizavam a ocupação: edifício originalmente destinado a escritórios, abandonado e invadido por famílias sem teto que estabeleceram ali moradias precárias, instalações elétricas precárias e ausência de conscientização para o risco de incêndio. A despeito disto, o desenvolvimento do incêndio não se associou apenas às condições precárias da ocupação. Esta insegurança já existia desde o projeto e construção do edifício e já vinha ameaçando todos que ali estiveram presentes em suas ocupações anteriores. 



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ARTIGO
Prevenção em edificações

AUTOR:
Christofer Ostenberg de Oliveira

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares/Estúdio Boom

Estudo faz uma análise do processo de regularização contra incêndio e pânico dos prédios para eventos religiosos em MS

Reforçada pelo rigor da lei Federal nº 13.425/2017, que entrou em vigor no mês de setembro de 2017 e estabelece as regras gerais sobre prevenção e combate a incêndio em estabelecimentos, edificações e áreas de concentração de pessoas, a Segurança Contra Incêndio e Pânico vem tornando-se um requisito muito relevante no tocante à segurança da integridade física do homem em ambientes de ocupação comum, assim como, indispensável para a regularização e a legalidade perante os órgãos públicos fiscalizadores. Por isto, cabe aos estados a competência para criarem leis que estabeleçam diretrizes de segurança a serem tomadas pelo estabelecimento, conforme a sua identidade ocupacional.

No Estado do Mato Grosso do Sul, no ano de 2013, foi criada a lei 4.335/2013. Por meio dela, o Corpo de Bombeiros Militar, com base em algumas Normas Brasileiras Regulamentadoras da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), criou as NTs (Normas Técnicas) que regulamentam a Lei Estadual nº 4.335/2013, instituindo o código de Segurança Contra Incêndio, Pânico e outros riscos, no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul. Conforme o novo código, qualquer instalação/edificação que não seja enquadrada como residencial unifamiliar, de uso público ou privado, para ser utilizado deverá possuir o CVCBM (Certificado de Vistoria do Corpo de Bombeiros Militar) válido, emitido pelo CBMMS, com validade de um ano. A emissão deste documento somente ocorrerá após a confirmação de que todas as medidas de segurança contra incêndio e pânico estejam de acordo com a legislação vigente no estado.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ARTIGO
Transporte perigoso

AUTORES:
Licurgo Borges Winck e Wanderley Valério Oliveira*

FOTO:
Capitão Valério/CBMGO

Evolução das ocorrências com líquidos inflamáveis em Goiás e os procedimentos utilizados no atendimento a acidentes com carretas-tanque em rodovias

O desenvolvimento econômico de uma sociedade conduz ao crescimento do consumo energético e, consequentemente, de líquidos inflamáveis utilizados neste processo (gasolina, etanol, diesel, entre outros). O planejamento da prevenção dos acidentes com estes produtos ocorre nas várias fases do ciclo de vida - produção, transporte, armazenamento, utilização e descarte de resíduos, alerta a Fundacentro, porém os maiores riscos, segundo M. L. Junior, encontram-se no transporte.

Além disto, Junior ressalta que o transporte de produtos perigosos no Brasil concentra-se, sobretudo, no modo rodoviário. É durante o transporte que a carga é exposta a situações em que, em regra, não há como evitar os riscos devido a fatores adversos, tais como os acidentes com outros veículos, condições de transporte e do trânsito, traçado da pista e de sua manutenção, habilidade e condição do motorista e do veículo, bem como fatores bastante dinâmicos como o clima e o relevo.

*Este artigo foi originalmente publicado na Revista FLAMMAE, Revista Científica do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, vol. 02, nº 04 - Edição de julho a dezembro 2016.




----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ARTIGO
Enfermeiro preparado

AUTORES:
Carlos Eduardo Pessanha Boller, Márcia Fernandes Mendes de Araujo e Suely Carvalho Pizeta*

ILUSTRAÇÃO:
Beto Soares/Estúdio Boom

A necessidade das técnicas de atendimento pré-hospitalar na formação do profissional

O atual cenário global de morbimortalidade vem sofrendo com o aumento de agravos à saúde por causas externas, como acidentes de trabalho, uso de drogas (lícitas e ilícitas), afogamentos, violências por agressões e lesões, provocadas especialmente por arma de fogo (podendo ou não levar ao óbito), acidentes de trânsito, dentre outros. Os agravos oriundos do trânsito matam cerca de 1,25 milhão de pessoas por ano e 90% destas ocorrem em países de média e baixa renda, segundo G. Bacchieri e A. J. Barros. Trata-se da nona causa de mortes em todo o mundo. Além disto, os acidentes no trânsito ferem de 20 a 50 milhões de pessoas a cada ano, conforme dados da ONU (Organização das Nações Unidas).

As urgências e emergências representam um grave problema de saúde pública, merecendo atenção e ações governamentais urgentes. A NAEMT (National Association Of Emergency Medical Technicians) acrescenta que para um atendimento eficiente são necessários profissionais bem treinados e que identifiquem precocemente os riscos à vida das vítimas, além de conduzirem intervenções como manobras de reanimação, a devida imobilização, o transporte, entre outras intervenções.

* Este artigo foi premiado no I Simpósio de Urgência e Emergência do Sul Fluminense-RJ, ocorrido em dezembro de 2017.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
ARTIGO
Acidentes por cobras corais

AUTOR: Claudio Machado

FOTO: Claudio Machado

Artigo destaca como identificar a espécie, prevenindo futuros acidentes, além de ressaltar o que deve ou não ser feito após uma picada

No mês de janeiro, no Rio de Janeiro, um trilheiro, ao caminhar pelas trilhas das encostas do Pão de Açúcar, se deparou com uma pequena serpente. O animal, com anéis vermelhos, pretos e brancos parece tranquilo e inofensivo. Com o objetivo de tirar uma foto, o trilheiro pega a serpente nas mãos e a posiciona em um local melhor para o enquadramento. Horas depois, ele está no CTI (Centro de Terapia Intensiva) de um grande hospital, apresentando um quadro de diploplia e início de paralisia respiratória.

Este grave acidente foi causado por uma cobra coral. As cobras corais verdadeiras (gênero Micrurus) são serpentes peçonhentas de hábitos fossoriais, que vivem enterradas ou sob a camada superficial de folhas e, normalmente, aparecendo quando o solo é revolvido ou escavado ou então após chuvas fortes, quando a terra fica úmida e fofa, facilitando o deslocamento destes animais.

Apresentam cabeça de formato ovalado e recoberta na parte superior por grandes escamas simétricas, característica esta muito mais frequente em serpentes não peçonhentas do que nas peçonhentas que, geralmente, se caracterizam por apresentarem cabeça triangular e minúsculas escamas no alto da cabeça. Ou seja, as cobras corais são mais um exemplo de que o formato triangular da cabeça não caracteriza uma serpente peçonhenta, visto que elas, apesar de fortemente peçonhentas, não apresentam esta característica.




Veja a bibliografia usada neste artigo.





----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Fórum Revista Emergência
O desabamento do prédio no Largo do Paissandu, no centro da capital paulista, trouxe à tona a Segurança Contra Incêndio das antigas edificações, um desafio para arquitetos e/ou engenheiros e também para corpos de bombeiros do país. O case em questão foi construído na década de 60 e, conforme relatório da Prefeitura, não possuía condições mínimas de segurança. Segundo especialistas, para garantir a SCI adequada destes prédios a estrutura deve ser adaptada às normas atuais, que exigem procedimentos como saídas de emergência, sistema de controle de incêndio, extintor de incêndio, entre outros. Entretanto, em muitos casos, esta adaptação se torna inviável para o proprietário, devido aos custos financeiros gerados ou, até mesmo, por algum motivo estrutural da edificação. Na sua opinião, qual a melhor forma de resolver a questão da Segurança Contra Incêndio dos prédios antigos, no Brasil? Entre em nosso fórum de discussão, acesse www.facebook.com/groups/incendio.emergencia.quimica.revistaemergencia/ e dê a sua opinião. Se você ainda não é membro do grupo, solicite a sua participação.


Edição do Mês
 
Banner 06 - Aktar Motors - Outubro - 01
E Forum APH facebook Banner 6
 

 
 
© Copyright 2009 - Revista Emergência. Todos direitos reservados.
Rua Domingos de Almeida, 218 - 93.510-100 - Novo Hamburgo - RS - Brasil. Central de Atendimento: 51 2131.0400
Outras Publicações Revista Emergência Nossos Eventos Eventos Emergência SuperGuiaNet Loja Virtual Legislação
Entidades Estatísticas Download Fale Conosco
Loft Digital