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Edição 9/2012

MATÉRIA DE CAPA
INFORMATIZAÇÃO NA EMERGÊNCIA

Reportagem: Marla Cardoso
Capa: Beto Soares/Estúdio Boom

Tecnologias trazem benefícios na prevenção e no atendimento das ocorrências

Imagine a cena. Um grave acidente de trânsito envolvendo um caminhão que transporta um perigoso produto químico tomba na avenida de uma grande cidade. Além do vazamento do produto, há vítimas feridas. Enquanto o Sistema de GPS (Geoposicionamento Global) ­utilizado pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) identifica a ambulância mais próxima da ocorrência, na sala de regulação do Serviço as imagens das câmeras de trânsito instaladas na ave­nida ajudam os médicos a visualizar o acidente e auxiliar na estimativa da gravidade.

O tablet utiliza­do pela equipe que está na rua também colabora pa­ra identificar a localização da ocorrência e as ro­tas sugeridas. Assim que a equipe chega ao local, a tecnologia permite disponibilizar o envio dos sinais vitais das vítimas em tempo real para a Central de Regulação ou emergência que ­receberá o paciente. Na central, também está instalado um telão que permite acompanhar a movimentação da frota por meio dos módulos de GPS embarcados nas ambulâncias, agilizando o gerenciamento dos atendimentos e diminuindo o tempo ­resposta.

Na mesma ocorrência, outras equipes de emergência, órgãos ambientais e a empresa envolvida no acidente se beneficiam da informatização para obter, por softwares, informações sobre os ­riscos do produto e as respostas operacionais que ­devem ser tomadas, para prever em tempo real como a pluma perigosa se dispersa ao longo do tempo e pa­ra calcular qual o tempo que o produto levará para esvaziar o caminhão. Parece ficção, mas não é! O mundo e o Brasil dispõem destas e de ­outras tantas tecnologias que têm auxiliado na prevenção e no atendimento às emergências.

Mas embora a disponibilidade destes recursos esteja crescendo, os investimentos na área ainda são altos, o que acaba distanciando as empresas e órgãos desta realidade.

Ao longo da reportagem você vai saber quais os benefícios da informática aplicada às emergências, como ela pode colaborar tanto preventiva como reativamente no processo, as dificuldades para sua implantação, as tecnologias disponíveis, além do relato de investimentos que vêm sendo feitos e que provam que ela tornou-se uma gran­de aliada das emergências.


Confira a reportagem completa
na edição de setembro 
da Revista Emergência   
                  





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ENTREVISTA
VERBA PRÓPRIA

Por Rafael Geyger
Foto: Rafael Geyger

Bombeiros gaúchos vivem expectativa de reforço na autonomia e comandante projeta modernizar unidades operacionais

Novo comandante do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, o coronel Guido Pedroso de Melo assumiu o posto em meio a um momento marcante para a corporação. Fundada em 1895, ela é uma das quatro remanescentes do modelo de vín­culo com a Polícia Militar no Brasil. Um grupo de trabalho foi esta­belecido pelo Governo Estadual para avaliar uma possível emancipação, que não se confirmou. Em julho, foi anunciado um ganho de autonomia administrativa e financeira para o órgão, que permanecerá vinculado à Brigada Militar.

A prioridade, explica ele, é atualizar e modernizar os quartéis exis­tentes, em viaturas e equipamentos. Em razão do pequeno efetivo dis­ponível, Guido alega que seria precoce anunciar metas de expansão para mais municípios - hoje, a corporação possui unidades em 95 cidades (19% do Estado). A alternativa viável, acredita, pode ser ampliar o número de bombeiros mistos (unidades com civis e militares). Ele também não se opõe ao modelo de bombeiros voluntários, praticados em pequenos municípios.

Nesta entrevista, Guido fala ainda das relações com o SAMU, da presença em Planos de Auxílio Mútuo, das perspectivas do serviço na Copa do Mundo de 2014 e da união dos corpos de bombeiros em busca de maior reconhecimento pelo Governo Federal.

Revista Emergência: Como recebeu sua nomeação ao Comando?

Guido Pedroso de Melo:
Estou no Corpo de Bombeiros há 30 anos, desde 1982. Minha carreira toda foi como bombeiro. Então, tenho conhecimento profundo na área, pelos cursos que fiz também fora do Estado e do país. Agora, no final da carreira, rea­lizei meu sonho ao assumir o comando da instituição que gosto e trabalho. É um desejo pessoal que penso que deveria ser de todos nós bombeiros. Tive a felicidade de realizar este sonho e penso que chegou na hora certa. Já tenho uma experi­ên­cia que considero relativa­mente boa e vou poder, junto de meus coman­dados, unir esforços e fazer uma adminis­tra­ção mui­to positiva, prin­cipal­mente no sentido de mo­dernizar e atualizar o Corpo de Bom­beiros, para que tenhamos a instituição que a so­ciedade gaúcha espera.

Emergência: O senhor assume no momento em que o Governo do Estado anuncia mais autonomia do Corpo de Bombeiros, mas não o desvincula da Brigada Militar. Como recebeu a decisão?

Melo: O debate continua. O que se espera sobre esta possível separação, como muitas pessoas falaram? O importante é que ela seja cons­truída de uma forma democrática e ­mui­to bem planejada. Não adianta sim­ples­mente separar. Isto não é o melhor para a instituição Corpo de Bombeiros. Como o próprio governador Tarso Gen­ro colocou, é preciso construir demo­cra­ticamente. Foi feita uma pesquisa pela internet e ela revelou que grande parte da população gaúcha pensa que o bombeiro deva se separar da polícia. É por este resultado tam­bém que o governador, no momento, está nos concedendo a autonomia administrativa e financeira, que já será um grande passo. Mais tarde, vai se construir e, no momento exato, tal­­vez vá acontecer.


Confira a entrevista completa
na edição de setembro 
da Revista Emergência   
                  





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CENÁRIO DE EMERGÊNCIA
NORDESTE ENFRENTA EXTREMOS

Excesso de chuva e a falta dela causam desastres variados que, com frequência, exigem esforços dos serviços de emergência da região, atuando em ações de prevenção, socorro e assistência às vítimas

Da seca às inundações, passando por flagelos na terra e no mar, a Região Nordeste reserva aos serviços de resposta emergencial uma variedade de cenários de atendimento. Praticamente todos os seus nove estados registram na história uma tragédia de causas variadas, mas iguais consequências: muitos óbitos e resgates complexos.

A região ocupa a maior porção costeira do Brasil e tal característica aparece nos índices de afogamentos. É nela que ocorrem mais óbitos por esta causa: foram 2.489 mortes em 2009, ou 34,8% de todos os casos de afogamento no país, conforme o artigo Perfil Epidemiológico no Brasil - Ano 2012, de David Szpilman, diretor médico da Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático).

Bahia, Ceará e Pernambuco, respectivamente, são os estados nordestinos com maior número de óbitos por esta causa. Sergipe, apesar de ser o estado com menos mortes, tem o maior índice de óbitos a cada 100 mil habitantes da região: 6,49. Como resposta, há no Nordeste uma cultura de incentivo aos grupamentos de salvamento aquático.

Vem também do Oceano Atlântico lembranças de grandes tragédias na navegação. Em 1927, o transatlântico italiano Principessa Mafalda naufragou na costa da Bahia, matando 380 pessoas. Outros naufrágios marcantes ocorreram em agosto de 1942, durante a 2ª Guerra Mundial, quando navios foram abatidos nas costas baiana e sergipana, matando mais de 500 pessoas.

Entre as tragédias aéreas, a de maior repercussão ocorreu em 8 de junho de 1982, quando uma aeronave da Vasp se chocou contra a Serra da Aratanha, em Pacatuba/CE. O desastre vitimou 137 pessoas e permaneceu como o pior acidente aéreo brasileiro por 24 anos.

Incêndios também ocupam destaque na relação de desastres de causas humanas. Entre os mais recentes, estão as ocorrências no galpão da Defesa Civil de Alagoas, em 28 de dezembro de 2010 (destruindo 20 toneladas de donativos) e na Secretaria de Saúde do Piauí, em 24 de outubro de 2011. Este incêndio foi considerado o maior da história piauiense e atingiu também outros órgãos de governo.

As catástrofes naturais são, contudo, o maior drama nordestino. A seca impõe prejuízos econômicos e sociais às regiões de sertão e agreste anualmente, implicando em grande mobilização das coordenadorias de Defesa Civil na assistência aos afetados. Operação semelhante é registrada a cada temporada de chuvas, que gera deslizamentos, enxurradas e inundações.

Nos últimos anos, desastres hídricos marcantes foram registrados na região. Em 27 de maio de 2009, o rompimento de uma barragem alagou Cocal da Estação/PI. As águas inundaram 50 quilômetros da cidade e alcançaram 20 metros de altura. No mesmo ano, uma grave inundação atingiu o Maranhão, em especial Trizidela do Vale, que teve 90% de sua área submersa. Já em 2010, o que foi chamado de "tsunami de água doce" matou mais de 50 pessoas em Alagoas e Pernambuco, desalojando ou desabrigando 150 mil habitantes.

Para responder a estes cenários, o Nordeste conta com unidades do Corpo de Bombeiros em 5,23% das cidades. São 158 postos em 94 municípios e um efetivo de 12.038 homens: um bombeiro a cada 4.409 mil habitantes. Há, ainda, 1.557 coordenadorias de Defesa Civil: 86,78% da região, mas nem todas ativas. Pelo SAMU, há bases em 558 cidades (31,10%), com cerca de 900 ambulâncias e 12.000 profissionais.

* Dados informados por corporações, órgãos e serviços.

Clique aqui e confira o Cenário de Emergência de cada estado da Região Nordeste.


Confira a matéria completa
na edição de setembro 
da Revista Emergência   
                  





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INTERNACIONAL
AÇÕES DE PREVENÇÃO

Por Priscilla Nery
Foto: Priscilla Nery

Pediatra atuante em emergências ressalta a importância da informação e prevenção no combate a acidentes infantis

O contato entre Cinnamon Dixon e profissionais da Unicamp começou há pouco mais de um ano, quando a professora assistente de Emergência Pediátrica do Cincinnati Children`s Hospital Medical Center entrou em contato com a Universidade, interessada no tratamento de crianças bra­sileiras vítimas de trauma e na lei que instituiu o uso da cadeirinha para crianças em automóveis. Iniciou-se uma troca de informações, especialmente no que tange a ações de prevenção de aci­dentes infantis.

Em entrevista à Emergência, durante o evento Intergastro & Trauma, Cinnamon comenta a importância da cultura de prevenção, difundida nos Estados Unidos por meio de campanhas informativas e responsável pela redução de acidentes. "Baseamos nossas ações nas premissas básicas da prevenção: Educação, En­genharia e uma Legislação Rigorosa", afirma a pediatra.

Revista Emergência: Como a senhora avalia a realidade dos acidentes com crianças no seu país?

Cinnamon Dixon:
O acidente na infância é tratado com extrema importância nos Estados Unidos. É a causa número um de morte em crianças acima de um ano. Atualmente, estou contente por saber que estamos percebendo isto e criando várias iniciativas para fazer a prevenção destes a­cidentes. A estratégia no país é de desenvol­ver iniciativas para diminuir a mortalidade e morbidade por acidentes. Outra atividade es­sencial é a informação, o ensino para evitar acidentes.

Emergência: Quais as maiores causas de acidentes em crianças nos Estados Unidos hoje?

Cinnamon:
Depende da faixa etária. Para grupos de idades diferentes, há diferentes tipos de aciden­tes acontecendo. Em crianças abaixo de um ano a causa mais importante, nos Estados U­nidos e provavelmente no mundo inteiro, é a su­focação por engasgo ou aspiração de corpo estranho. Existe uma série de políticas para combater esta causa. Nos brinquedos, por e­xemplo, há indicações de faixa etária, frases como "este brinquedo é apropriado para crian­ças de tal idade" ou "contém peças pequenas que podem ser engolidas". De um a quatro a­nos, a principal causa é afogamento. As crian­ças caem em baldes, bacias, lagos. Logo de­pois vêm os acidentes de carro.

Acima dos cinco anos, o mais importante são traumas em vias públicas. Eles são causados, nas crianças menores, principalmente por estarem no carro sem o uso correto do cinto de segurança. Também devemos con­si­derar os atropelamentos, quando a criança está a pé ou andando de bicicleta. A estatística dos cinco aos 25 anos é a mesma: morrem mais em traumas por lesões de trânsito. Outra causa comum de acidentes são quedas e in­toxicações por veneno ou remédios. Tanto é que temos, nos Estados Unidos, uma política de fabricação de tampas de remédios difíceis de abrir, para que apenas adultos tenham acesso ao con­teúdo.


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ARTIGO
AFOGAMENTO: TRAGÉDIA SEM ATENÇÃO

Autores: David Szpilman, Anthony Handley, Joost Bierens e James Orlowski
Foto: Ivonei Polsin/PMSC

Artigo de médico brasileiro no New England Journal of Medicine revela números alarmantes e ressalta práticas de salvamento importantes

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 0,7% de todas as mor­tes em todo o mundo - ou mais de 500 mil mortes a ca­da ano - são devido a afo­gamento não intencional. Como alguns casos de óbitos não são classificados como afogamento pela CID (Classificação Internacional de Doenças), este número subesti­ma os números reais, mesmo para paí­ses de alta renda, e não inclui afogamentos que ocorrem como re­sultado de inun­da­ções, tsunamis e acidentes de navegação.

Afogamento é a principal causa de morte no mundo entre meninos de cinco a 14 anos de idade. Nos Estados Uni­dos, afogamento é a segunda causa de morte por trauma entre crianças de um a quatro anos de idade, com uma taxa de mortalidade de três por 100.000, e, em alguns países, como Tailândia, o índice de mortalidade na faixa de dois anos de idade é de 107 por 100.000. Em muitos países na África e na América Central, a incidência de afogamentos é dez a 20 vezes maior do que a incidência nos Estados Unidos. Fatores de risco para o afogamento são o sexo masculino, ­idade inferior a 14 anos, uso de álcool, baixa renda fami­liar, baixo nível educacional, residência rural, maior exposição ao meio aquático, comportamento de ­risco e falta de su­pervisão.

Para as pessoas com epilepsia, o risco de afogamento é de 15 a 19 vezes maior que o risco para aqueles que não têm epi­lepsia. O risco de morte por exposição ao afogamento quando comparado ao acidente de trânsito é 200 vezes maior. O custo dos afogamentos na orla es­tá orçado em mais de 273 milhões de dó­lares por ano nos Estados Unidos e mais de 228 milhões de dólares por ano no Brasil. Para cada pessoa que morre de afoga­mento, quatro pessoas recebem atendimento no departamento de emergência.

Definição e terminologia

De acordo com a nova definição adotada pela OMS em 2002, "afogamento é a dificuldade respiratória (aspiração de líquido) durante o processo de imersão ou submersão em líquido". A dificuldade respiratória inicia quando o líquido entra em contato com as vias aéreas da pessoa em imersão (salpicos de água na face) ou por submersão (abaixo da superfície do líquido).

Se a pessoa é resgatada, o processo de afogamento é interrompido, o que é denominado um afogamento não fatal. Se a pessoa morre como resultado de afo­gamento, isto é denominado um afogamento fatal. Qualquer incidente de submersão ou imersão sem evidência de in­suficiência respiratória deve ser considerado um resgate na água e não um a­fogamento.

Termos como "quase afogamento", "a­fo­gamento seco ou molhado", "afogamento secundário" e "afogamento ativo e passivo" são obsoletos e devem ser evitados.

* Artigo traduzido e resumido do original publicado em 26 de maio de 2012, na revista médica New England Journal of Medicine. Referência: Szpilman D, Bierens JJLM, Handley AJ, Orlowski JP. Drowning: Current Concepts. N Engl J Med 2012; 366:2102-10. David Szpilman, diretor-médico e fundador da Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), escreveu o artigo original a convite da revista médica NEJM (New England Journal of Medicine), uma das mais prestigiadas e rigorosas na publicação de artigos científicos em todo o mundo, com três dos mais notórios especialistas internacionais na área de afogamento: o inglês Dr. Anthony Handley (responsável pelos protocolos europeus de ressuscitação e Suporte Básico de Vida), o holandês Joost Bierens, editor-chefe do Livro Mundial sobre Afogamento, e o americano James Orlowski, chefe do Departamento de Medicina Intensiva em Pediatria da Universidade do Sul da Flórida. A tradução é de Waltecir Lopes, membro do Conselho da Sobrasa e diretor da GESBRASIL - Grupo de Ensino em Saúde e professor dos cursos de pós-graduação da Universidade Gama Filho. www.waltecirlopes.com.br. Referências: consulte o artigo original no www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMra1013317.


Veja a bibliografia usada neste artigo.


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ARTIGO
TRAJE CERTIFICADO

Autor: Luiz Zaidan
Foto: Arquivo/Tencate Protective Fabrics

Importância da norma NFPA para Indumentária de Proteção a Incêndios Estruturais

Os bombeiros da América do Sul, muitas vezes, por falta de dotação orçamentária, por desconhecimento e ainda por omissão do fabricante de equipamentos, não consideram importante utilizar trajes de comba­te a incêndios estruturais com cer­ti­fica­ção NFPA 1971:2007.

A norma NFPA 1971, edição 2007, para Indumentária de Proteção a Incêndios Estruturais foi feita para indicar os mínimos de proteção para que um bombeiro esteja o mais protegido possível frente a um incêndio. Deste equipamento depende a vida do bombeiro e esta é a grande importância a ser levada em conta pela comissão de especificação na hora de decidir a compra.

Mostraremos alguns pontos importantes na hora de decidir na escolha do traje de proteção dos bombeiros.

Certificação

Devemos saber identificar a diferença entre um traje certificado e um elemento do equipamento certificado. Por exemplo, um fabricante de tecidos pode ter todos os seus produtos relativos à proteção de bombeiros certificados por NFPA 1971:2007, mas isto não quer dizer, de nenhuma maneira, que quem utiliza estes produtos em um traje de proteção terá seu produto automaticamente certificado.

A certificação de um traje envolve o exame minucioso de sua construção, acessórios, costuras, selagem da barreira de umidade, respirabilidade e muitos outros itens. Isto significa que o conjunto todo deve ser certificado e não so­mente seus componentes individualmente.

Na página da UL (www.ul.com), entrando no menu "On Line Certifications Directory", opção "UL Category Code", coloque QGVG, que é a categoria de trajes estruturais certificados. Lá encontra-se a listagem dos fabricantes que têm trajes certificados.

ISO 9001

No item 4.5.3 da NFPA 1971:2007, pe­de-se como requerimento mínimo a certificação do fabricante do traje pela ISO 9001, gestão de qualidade contínua. Este pode ser um bom ponto de observação para saber se um fabricante tem uma certificação NFPA 1971 ou não. Esta certificação do fabricante do traje em conjunto com a certificação do fabricante do componente permite, entre outras coisas, garantir a rastreabilidade do item. Assim, em caso de defeito, pode-se descobrir qual o rolo de origem, o lote de fabricação, data de entrega, etc. O fabricante do tecido deve ter testemunhos de cada lote fabricado, de forma a garantir a possibilidade de refazer os testes em caso de problemas.


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LEIS & NORMAS
INFORMAÇÃO AO USUÁRIO

Foto: Silvio Aranha

Revisão da norma contra incêndios em túneis inclui conscientização de motoristas

Publicada no final de julho, a revisão da NBR 15661 (Pro­teção contra incêndio em túneis) agrega avanços, como um capítulo que prevê que o usuário final destas estruturas receba informações preventivas para o caso de ocorrências durante a viagem. Os requisitos estabelecidos na nor­ma são aplicáveis a túneis ur­banos, subaquáticos, rodoviários, metroviários e ferroviários (que transportem pessoas).

"Este é um item interessante que acrescentamos. Apresenta recomendações sobre a conscientização do usuário a respeito dos riscos potenciais e medidas de segurança que devem ser adotadas em ca­so de acidente com fogo no in­terior do túnel. Cabe ao gestor da estrutura desenvolver e divulgar este programa de conscientização", explica o engenheiro Anthony Brown, coordenador da comissão que revisou a norma.

Para o engenheiro e consul­tor de projetos em túneis Silvio Aranha, a revisão teve maior abrangência nas exigências operacionais. Ele cita a necessidade de prover um sis­tema de apoio ao usuário, possuir brigadas que tenham a capacidade de atuar rapidamente no caso de uma ocorrência, sistema de controle e câ­meras para detectar qualquer incidente dentro de um túnel.

Para reestruturar o texto, a co­missão da ABNT - que con­tou com representantes da Universidade de São Paulo, Corpo de Bombeiros Militar de São Paulo, Metrô, centro de engenharia CCR En­gelog, empresários e consultores - utilizou novos conceitos observados em normas in­ternacionais, como as inglesas, francesas e a norte-americana NFPA.


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Edição do Mês
 
 

 
 
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