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Edição 9/2017
REPORTAGEM DE CAPA
Consciência preventiva

REPORTAGEM DE
Revista Emergência / Bruna Klassmann

FOTO
Capa: Alexandre Rava de Campos

Especialistas alertam para a importância de educar a sociedade para o uso do equipamento e de forma correta

Inúmeros incêndios ocorrem diariamente em diferentes edificações no país e no mundo. Uma parcela destas ocorrências, poderia ou pode ser evitada com o uso do extintor no combate ao princípio de incêndio, função principal do equipamento. Com o uso dele de forma correta, pode-se impedir que o princípio se torne um incêndio de grandes dimensões, requerendo outros equipamentos para o combate, assim como, a intervenção de brigadistas ou bombeiros. "Devemos ter consciência de que nenhum incêndio começa grande, mas sempre por um princípio e que este é bem mais simples de extinguir e normalmente com o uso apenas de extintores. Temos a cada dia, notícias de novos sinistros, seja em instalações industriais, em florestas ou em edifícios residenciais ou comerciais. A sociedade precisa conscientizar de que o risco de incêndio está presente em vários lugares e em diversas atividades", enfatiza Tântalo de Oliveira Campos, engenheiro de Segurança Contra Incêndio e Pânico.

Entre as ocorrências de incêndio no Brasil com maior relevância, Alexandre Rava de Campos, engenheiro Civil, de Segurança do Trabalho e diretor Técnico da RCC Engenharia de Incêndio, lembra da tragédia ocorrida na boate Kiss, em Santa Maria/RS, em janeiro de 2013, quando 242 pessoas morreram. O fogo começou com o acionamento de um sputnik, artefato pirotécnico cujas fagulhas atingiram o teto da boate. Conforme relatos de sobreviventes para as autoridades, o extintor de incêndio que estava próximo ao princípio de incêndio, falhou ou foi mal operado, o que impediu o combate inicial do fogo e acabou se tornando a tragédia conhecida pelo mundo. "Infelizmente, a grande maioria das pessoas ainda não têm a devida conscientização sobre a importância de haver gestão sobre segurança contra incêndio nas edificações, mesmo após a tragédia ocorrida na boate Kiss", ressalta Rava de Campos.



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ENTREVISTA
Homem de resgate

Por
Revista Emergência / Paula Barcellos e Luana Cunha

FOTO
Valdir Lopes

Militar da Força Aérea Brasileira, especialista em busca e salvamento, fala sobre a importância da capacitação e as técnicas utilizadas durante as operações

Integrando a equipe de busca e salvamento PARASAR da FAB (Força Aérea Brasileira) desde 1994, coronel Edmilson Leite Guimarães Filho iniciou a sua carreira militar aos 16 anos de idade. Atualmente, soma mais de 40 cursos no Brasil e no exterior, sendo Consultor Internacional em sobrevivência na selva, resgates de alto risco, motivação e superação. Mestre em Salvamento e Resgate Aéreo, ao longo de sua carreira Leite liderou diversas operações complexas como, por exemplo, o resgate às vítimas do acidente com o Boeing 737 da Gol, em 2006.

Em entrevista à Revista Emergência, durante a Expo Emergência 2017, coronel Leite ressalta a complexidade e as técnicas utilizadas durante uma operação de busca e salvamento, mostrando a importância da capacitação constante e do amor pela profissão. Ele também relata sua experiência como um dos especialistas do docu-reality de aventura Desafio Celebridades, no Discovery. Ele também foi um dos protagonistas do programa de televisão "Desafio em Dose Dupla - Brasil", que teve duas temporadas, no mesmo canal.

PERFIL EDMILSON LEITE GUIMARÃES FILHO
Natural de São Luis/MA, coronel Edmilson Leite Guimarães Filho ingressou no Colégio Militar aos 16 anos e se formou aspirante em 1985, ingressando na Força Aérea Brasileira em 1980. Graduado em CFO INF (AFA) - Curso de Formação de Oficiais Infantes (Academia da Força Aérea), em 1982, possui MBA em Política e Defesa pelo Ibmec-Rio e em Gestão pela Universidade Federal Fluminense (2004). Ao longo de sua carreira realizou diversos cursos e especializações no Brasil e no exterior, se tornando Instrutor de Sobrevivência na Selva, de Mergulho Autônomo e Mestre de Salto - Paraquedismo. Leite foi um dos protagonistas do programa de televisão "Desafio em Dose Dupla - Brasil", transmitido pelo canal Discovery. Atualmente, integra a equipe PARASAR da FAB (Força Aérea Brasileira), na qual atua desde 1994, e é um dos especialistas do docu-reality de aventura "Desafio Celebridades", no Discovery.

COMO E QUANDO INICIOU O SEU INTERESSE PELA ÁREA DE RESGATE E SALVAMENTO EM OPERAÇÕES COMPLEXAS E DE ALTO RISCO?
O meu pai era militar e teve um papel muito importante na minha formação pessoal, porém, ele não me incentivava a ser militar. Ele deixava eu e meus irmãos livres para escolher a profissão que quiséssemos seguir. Por ter um pai militar acabei estudando em Colégio Militar e por conta disto comecei a gostar e querer seguir esta carreira. Me formei e saí aspirante em 1985 e um ano depois fui trabalhar em uma unidade administrativa da FAB (Força Aérea Brasileira). Desde o começo da minha carreira militar eu quis ir para a atividade de resgate, porém, a oportunidade só surgiu quando tenente. Aproveitei a chance, me formei resgatista e desde então integro a equipe PARASAR da FAB. A nomenclatura significa PARA, de paraquedista, e SAR de Search and Rescue (Busca e Resgate). Os grupos de PARASAR estão espalhados por todo o Brasil, desde Manaus/AM até Santa Maria/RS e são equipes que ficam 24 horas sobreaviso, principalmente, para acidentes ou sinistros outdoor aeronáuticos e marítimos, ou seja, locais longe da área urbana onde os bombeiros, o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e qualquer outro órgão de emergência não atendem.



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ATUALIZANDO
Tragédias aquáticas

Por
Redação Revista Emergência

FOTO
CBMBA/ACS

Condições meteorológicas e objetos dificultaram o trabalho das equipes

Uma lancha com 120 passageiros e quatro tripulantes a bordo naufragou, na manhã de 24 de agosto, na travessia entre Mar Grande e Salvador, na Baía de Todos-os-Santos/BA. Segundo os órgãos que prestaram socorro, até o fechamento desta edição, 19 pessoas haviam morrido, algumas ficaram feridas e uma ainda estava desaparecida. Assim que o acidente foi identificado pela Marinha, equipes de resgate se deslocaram imediatamente para o local após o acionamento do CICOM (Centro Integrado de Comunicação e Monitoramento).

Cerca de 130 profissionais participaram da operação, entre eles: CBMBA (Corpo de Bombeiros Militar da Bahia), SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e DPT (Departamento de Polícia Técnica). Conforme o Corpo de Bombeiros, as condições meteorológicas dificultaram bastante na localização. "Os ventos fortes, a pouca visibilidade e o mar agitado, espalharam as vítimas e os corpos rapidamente. Nas operações de buscas pelos desaparecidos, a maior dificuldade foi a extensa área de buscas no mar, agravada pelo mau tempo que permaneceu durante dois dias após o acidente", afirma a assessoria do órgão.



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ARTIGO
Comportamento humano

AUTORES:
Rafaela Zanchet Donida e Valdecir Sbardelini

ILUSTRAÇÃO:
Beto Soares | Estúdio Boom

Fatores que influenciam nas reações em situações de incêndio

Este artigo trata dos fatores relacionados ao comportamento humano em situações de incêndio nas diversas edificações, e objetiva avaliar os fatores nestas situações, examinando o que pode contribuir para a desocupação segura de uma edificação em caso de sinistro.

Analisando os incêndios catastróficos que ocorreram no mundo, verifica-se que o ponto nevrálgico das edificações é a vulnerabilidade de circulação interna, seja ela horizontal ou vertical aos efeitos do incêndio (fumaça, calor e chamas). As grandes tragédias ocorridas nas décadas de 70 e 80 no Brasil vieram para trazer uma mudança na cultura, acordando o país de uma quase total despreocupação com a segurança contra incêndio nas edificações. Porém, não foi suficiente para que se tomassem as medidas realmente necessárias e não ocorressem novas tragédias. E em 2013 aconteceu. Com 242 mortes na boate Kiss em Santa Maria/RS, este incêndio assustou o país e abriu os olhos de todos os brasileiros. Hoje, além de pessoas preocupadas com a segurança de toda ordem nas edificações, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), os CREAs (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), os Corpos de Bombeiros e outras entidades têm feito esforços contínuos para gerar novas normas e leis, para que de uma forma compulsória, as edificações tenham mais segurança para as vidas humanas.



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ARTIGO
Petróleo e derivados

AUTORA:
Silvia Neves dos Santos

FOTO:
Arquivo Silvia Neves

Ações realizadas para controle e mitigação dos impactos em caso de derramamentos durante o processo de extração, transporte e armazenamento

O caminho que o petróleo percorre até a chegada ao consumidor final é bastante extenso e complexo. Durante este percurso, existe a possibilidade, ainda que remota, de ocorrerem eventuais situações de risco para o ser humano e meio ambiente como um todo, devido ao contato direto com o produto químico, tanto com o óleo bruto como com quaisquer subprodutos derivados de seu processamento. O petróleo e seus derivados podem chegar ao meio ambiente por meio da ocorrência de acidentes durante a sua extração, processamento, carga, descarga ou transporte. O processo de transporte através do meio ambiente pode ocorrer por meio de escoamento, volatização, hidrólise, fotólise, biodegradação, biotransformação, degradação física e dissolução. A velocidade em que estes processos ocorrem não pode ser prevista de forma precisa, bem como seu grau de toxicidade.

Em função destes fatores, faz-se necessário manter uma estrutura de apoio para mitigação em casos de emergências envolvendo vazamentos ou derramamento de petróleo e seus derivados. Este artigo compila informações bibliográficas e experiência adquirida durante dois anos trabalhando com simulados de emergência para licenciamento para perfuração de poços nos campos de Barreirinhas/MA e Ceará.



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ARTIGO
Papel do enfermeiro no APH

AUTORES:
Alisson Schener Klar e Luciano Santos Kuroba

FOTO:
Arquivo Alisson Schener Klar

Estudo mostra a atuação do profissional de Enfermagem no setor de urgência e emergência, ressaltando a importância da capacitação contínua

O constante aumento dos atendimentos de urgência e emergência é notório, afinal, o paciente encontra neste serviço a porta de entrada para o seu atendimento. Vê-se a necessidade de atendimento ágil e especializado para prestar os primeiros socorros aos pacientes que chegam aos hospitais, muitas vezes, em pânico ou sem nenhuma perspectiva de sobrevivência. As salas de emergência são o primeiro contato de atendimento que as vítimas de acidentes, violência ou, até mesmo, doenças de várias etiologias encontram. A partir disto, dependendo do suporte imediato oferecido à vítima, lesões podem ser tratadas sem deixar nenhuma sequela, podendo minimizar o impacto.

Para L. A. Guido, a prestação de socorro no local do acidente, o transporte e o primeiro atendimento na unidade de emergência são fatores decisivos para que o paciente não fique com nenhum trauma.

Entretanto, no Brasil, os serviços de emergência e urgência possuem algumas características que dificultam o atendimento eficiente como, por exemplo, o número excessivo de pacientes, diversidade na gravidade no quadro inicial em que pacientes em estado crítico permanecem ao lado de pacientes com quadros estáveis, escassez de recursos, sobrecarga da equipe de enfermagem, além do número insuficiente de profissionais na área de saúde, fadiga, supervisão inadequada e falta de valorização dos profissionais envolvidos. Isto tudo resulta na necessidade de profissionais qualificados, que atendam às necessidades específicas durante todo o atendimento emergencial, bem como, a necessidade de políticas públicas que valorizem a profissão e possibilitem efetivar um atendimento adequado.



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ARTIGO
Atuação do bombeiro civil

AUTOR:
Wania Martins

FOTO:
Antônio More/Space Photography/Cadenas

Orientações para o profissional no atendimento às normas de combate a incêndio e pânico em uma edificação comercial

Inúmeros são os temas que podem ser abordados dentro da área de Segurança do Trabalho, uma vez que esta abrange uma gama enorme de atividades, cada qual com suas especificidades. Geralmente, imagina-se um profissional da área de prevenção atuando em indústrias e na construção civil, mas a sua presença é importantíssima também em outros ramos de atividade tais como hospitais, shopping centers, aeroportos, condomínios comerciais, residenciais e outros, afinal de contas, nestes locais há, além dos colaboradores, uma grande circulação de pessoas. O mundo empresarial está em permanente mutação e a área de Segurança também. Quando falamos sobre o assunto Segurança devemos lembrar dos profissionais ligados direta e indiretamente a ela, tais como Engenheiros, Técnicos em Segurança do Trabalho, Arquitetos, Engenheiros Civis, Químicos, Bombeiros Militares, Bombeiros Civis, Médicos do Trabalho, Enfermeiros, Especialistas em Ergonomia e tantos outros profissionais que se dedicam a manter a segurança e a qualidade de vida dos trabalhadores.

Desde a Revolução Industrial, quando as pessoas deixaram o campo e partiram para as cidades, começaram os problemas em relação à funcionalidade segurança. Com o crescimento das cidades e a proliferação de grandes edificações, sejam elas residenciais, industriais ou comerciais, tornou-se necessário repensar os conceitos de segurança, afinal surgiram novos riscos. Há alguns anos um trabalhador rural poderia cortar seu pé com a enxada. Hoje, com grandes equipamentos em uso, ele pode ser esmagado pelo tombamento de um trator, sendo necessária a atuação de equipes de emergência.



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Fórum Revista Emergência

O mês de agosto foi marcado por duas tragédias consecutivas envolvendo embarcações no Brasil. Uma ocorreu no dia 23, no Rio Xingu, no município de Porto de Moz/PA, e a outra no dia 24, na Baía de Todos-os-Santos/BA. Foram 177 vítimas ao todo, sendo que destas, 42 morreram e uma ainda estava desaparecida até o final do mês. Segundo a Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), a cada três dias morre um brasileiro por incidente com barco, aumentando 92% os casos de mortes com embarcações nos últimos dez anos, no país. Para diminuir o risco, a instituição possui uma campanha de prevenção, conforme ilustrado na página 16 desta edição, na qual ressalta algumas atitudes que devem ser tomadas durante uma travessia de barco. Na sua opinião, como se encontram as ações de prevenção para acidentes envolvendo embarcações na sua região? Entre em nossos fóruns de discussão, acesse www.facebook.com/groups/APH.Revista.Emergencia/, www.facebook.com/groups/defesa.civil.revista.emergencia/ ou www.facebook.com/groups/incendio.emergencia.quimica.revistaemergencia/ e dê a sua opinião. Se você ainda não é membro dos grupos, solicite a sua participação.



Edição do Mês
 
 

 
 
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