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Entrevistas
JOSIENE GERMANO - Especialista em Medicina de Tráfego fala sobre a realidade dos acidentes de trânsito e a importância do atendimento qualificado
"Durante estes anos todos no APH, grande parte em rodovias, o que pude observar é que campanhas educativas e de conscientização, junto com o advento do novo CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e a fiscalização, contribuiu para a diminuição do número de acidentes. Poderia dizer que sem isto os números seriam ainda maiores". Esta é visão geral da médica, especialista em Medicina de Tráfego e diretora de APH da ABRAMET, Josiene Germano, sobre os acidentes de trânsito no país. Porém, segundo ela, que atuou por anos em concessionárias de rodovias, existe ainda um trabalho a ser feito neste sentido. "Existe um público que não conseguimos atingir com estas campanhas, que são aquelas pessoas que ainda dirigem sob efeito de bebidas alcoólicas ou mesmo drogas ilícitas, e que trafegam muito acima do limite de velocidade da via. Acredito que precisamos desenvolver uma melhor estratégia para atingir este público e tentar diminuir ainda mais os índices de mortalidade no país".

Nesta entrevista à Emergência, Josiene fala da realidade brasileira dos acidentes de trânsito, destacando ainda a importância da qualificação dos profissionais que atendem estes tipos de ocorrências para melhorar este quadro.

PERFIL
JOSIENE GERMANO

Natural de Ribeirão Preto/SP. Graduada em Medicina pela FAMERP (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto/SP), em 1994. Especialista em Medicina de Tráfego, em 2003. Mestre em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, em 2007.  Especialização em Medicina Aeroespacial pela Universidade da Força Aérea (UNIFA), em 2000. MBA em Gestão de Organizações Hospitalares e Sistema Saúde pela Fundação Getúlio Vargas, em 2005.  Atuou em Concessionária de Rodovias de 1998 a 2015 (Grupo Arteris). Foi médica credenciada do Detran (Departamento de Trânsito) de Ribeirão Preto, de 2005 a 2009. É diretora de APH da ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) e coordenadora do Comitê de Desastres da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado). Instrutora do BLS e PHTLS, atua como médica do SAMU da Prefeitura Municipal de São Carlos/SP (desde 2006) e de Araras/SP (desde 2013) e médica credenciada da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), desde 2001.

COMO E POR QUE A SENHORA SE INTERESSOU PELO APH?
Ainda quando estava na faculdade, no 4º ano, em 1992, surgiu o Projeto Alpha, que era uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde, o Corpo de Bombeiros do Estado de SP e a FAMERP (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto). Neste projeto, 20 alunos do curso de Medicina tinham a oportunidade de realizar o curso de "Pronto Socorrismo de 100 horas" dado pela equipe do Corpo de Bombeiros. Em troca, fariam plantão como tripulantes da UR (Unidade de Resgate) do Corpo de Bombeiros por seis meses. Nesta época, o serviço de resgate estava começando no estado de SP e tudo era novidade. Como alunos, começamos a entender como era o atendimento a vítimas ou pacientes fora do ambiente hospitalar, atendíamos ocorrências clínicas e traumáticas, pois éramos praticamente o único recurso de APH existente na época. Um dia a gente estava de plantão junto à UR levando paciente para o HB (Hospital de Base) que era a referência para estes atendimentos, no outro dia estávamos de plantão na emergência do HB recebendo estes pacientes, e é aí que ficava interessante, pois muitos colegas que não participavam do Projeto Alpha não conheciam os equipamentos usados no APH, como prancha, colar cervical, tala inflável, KED, entre outros, e nós ajudávamos nesta integração entre o APH e a Emergência do HB. A parceria evoluiu tão bem que o HB montou um armário com vários equipamentos de APH sobressalentes para que a UR não ficasse parada no hospital esperando liberar seu material, que poderia até atrasar a liberação da equipe para um próximo acionamento. Veja que legal, pois estamos falando de 1992, 1993... Situação esta que ainda não vemos em muitas cidades no ano de 2018. Acabei fazendo plantão junto à UR com o pessoal do 13º Grupamento de Bombeiros até me formar (final de 1994), junto com outras turmas que vieram a participar do Projeto Alpha. Uma pena que este projeto não avançou até os dias de hoje. Sinto saudades deste tempo. Foi ali que aprendi alguns valores que carrego comigo, como a importância do treinamento, da atualização contínua, do trabalho em equipe e do respeito entre os profissionais. Como costumamos dizer, quem faz um plantão no APH e gosta, já era! APH é uma "cachaça", é viciante!

Por
Revista Emergência / Paula Barcellos

FOTO
Arquivo Pessoal

Confira a entrevista completa na edição de novembro da Revista Emergência.
 
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