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Leia na Edição do Mês
Artigo revela número alarmante de afogamentos e práticas de salvamento
Data: 18/09/2012 / Fonte: Revista Emergência

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 0,7% de todas as mor­tes em todo o mundo - ou mais de 500 mil mortes a ca­da ano - são devido a afo­gamento não intencional. Como alguns casos de óbitos não são classificados como afogamento pela CID (Classificação Internacional de Doenças), este número subesti­ma os números reais, mesmo para paí­ses de alta renda, e não inclui afogamentos que ocorrem como re­sultado de inun­da­ções, tsunamis e acidentes de navegação.

Afogamento é a principal causa de morte no mundo entre meninos de cinco a 14 anos de idade. Nos Estados Uni­dos, afogamento é a segunda causa de morte por trauma entre crianças de um a quatro anos de idade, com uma taxa de mortalidade de três por 100.000, e, em alguns países, como Tailândia, o índice de mortalidade na faixa de dois anos de idade é de 107 por 100.000. Em muitos países na África e na América Central, a incidência de afogamentos é dez a 20 vezes maior do que a incidência nos Estados Unidos. Fatores de risco para o afogamento são o sexo masculino, ­idade inferior a 14 anos, uso de álcool, baixa renda fami­liar, baixo nível educacional, residência rural, maior exposição ao meio aquático, comportamento de ­risco e falta de su­pervisão.

Para as pessoas com epilepsia, o risco de afogamento é de 15 a 19 vezes maior que o risco para aqueles que não têm epi­lepsia. O risco de morte por exposição ao afogamento quando comparado ao acidente de trânsito é 200 vezes maior. O custo dos afogamentos na orla es­tá orçado em mais de 273 milhões de dó­lares por ano nos Estados Unidos e mais de 228 milhões de dólares por ano no Brasil. Para cada pessoa que morre de afoga­mento, quatro pessoas recebem atendimento no departamento de emergência.

Definição e terminologia

De acordo com a nova definição adotada pela OMS em 2002, "afogamento é a dificuldade respiratória (aspiração de líquido) durante o processo de imersão ou submersão em líquido". A dificuldade respiratória inicia quando o líquido entra em contato com as vias aéreas da pessoa em imersão (salpicos de água na face) ou por submersão (abaixo da superfície do líquido).

Se a pessoa é resgatada, o processo de afogamento é interrompido, o que é denominado um afogamento não fatal. Se a pessoa morre como resultado de afo­gamento, isto é denominado um afogamento fatal. Qualquer incidente de submersão ou imersão sem evidência de in­suficiência respiratória deve ser considerado um resgate na água e não um a­fogamento.

Termos como "quase afogamento", "a­fo­gamento seco ou molhado", "afogamento secundário" e "afogamento ativo e passivo" são obsoletos e devem ser evitados.

* Artigo traduzido e resumido do original publicado em 26 de maio de 2012, na revista médica New England Journal of Medicine. Referência: Szpilman D, Bierens JJLM, Handley AJ, Orlowski JP. Drowning: Current Concepts. N Engl J Med 2012; 366:2102-10. David Szpilman, diretor-médico e fundador da Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), escreveu o artigo original a convite da revista médica NEJM (New England Journal of Medicine), uma das mais prestigiadas e rigorosas na publicação de artigos científicos em todo o mundo, com três dos mais notórios especialistas internacionais na área de afogamento: o inglês Dr. Anthony Handley (responsável pelos protocolos europeus de ressuscitação e Suporte Básico de Vida), o holandês Joost Bierens, editor-chefe do Livro Mundial sobre Afogamento, e o americano James Orlowski, chefe do Departamento de Medicina Intensiva em Pediatria da Universidade do Sul da Flórida. A tradução é de Waltecir Lopes, membro do Conselho da Sobrasa e diretor da GESBRASIL - Grupo de Ensino em Saúde e professor dos cursos de pós-graduação da Universidade Gama Filho. www.waltecirlopes.com.br. Referências: consulte o artigo original no www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMra1013317.

Autores: David Szpilman, Anthony Handley, Joost Bierens e James Orlowski
Foto: Ivonei Polsin/PMSC

Confira o artigo completo na edição de setembro da Revista Emergência   

 

 

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