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Explosão na Usiminas provoca abalo de 1,86 grau na escala Richter, diz UnB
Data: 10/08/2018 / Fonte: G1

Ipatinga/MG - O abalo provocado pela explosão na Usiminas, em Ipatinga, na Região do Vale do Aço, chegou a ser registrado pelo observatório sismológico da Universidade de Brasília nesta sexta-feira (10). O abalo foi de 1,86 grau na escala Richter, o que é considerado um tremor de baixa intensidade.

O impacto da explosão, que aconteceu no início da tarde, foi sentido em vários bairros perto da Usiminas, segundo moradores. O momento exato foi registrado pela câmera da InterTV, afiliada da Globo no Vale do Aço.

"A gente nunca viu uma explosão daquela, né. Com negócio de terremoto em vários lugares, a gente ficou preocupado que podia ser um tremor de terra", contou o comerciante Onofre Oliveira.

Os funcionários deixaram a usina rapidamente. Os bombeiros foram chamados. De longe dava para ver que tinha muita fumaça. O maior dos 3 tanques ficou completamente destruído.

Trinta e quatro pessoas, entre funcionários e prestadores de serviço, foram levadas para o hospital, nenhuma em estado grave. Segundo o Corpo de Bombeiros, uma teve ferimento no rosto, uma teve suspeita de intoxicação e, as demais, quadros de mal súbito decorrente de pânico ou inalação de gás. Algumas vítimas já tinham sido liberadas no começo da noite.

Assustados, funcionários não queriam falar sobre a explosão, que ocorreu em um dos gasômetros da empresa. De acordo com os bombeiros, ainda não se sabe o que provocou o acidente.

O tanque que explodiu, chamado de gasômetro, continha uma mistura de gases utilizada na produção de aço, denominada LDG (Linz Donawitz Gás), também chamado gás de aciaria. Os outros dois tanques idênticos, próximos ao que explodiu, foram "inertizados". O material não é tóxico e o principal componente é o monóxido de carbono.

Segundo os bombeiros, medições feitas com aparelhos de leitura de gases comprovaram a segurança da área, não havendo, assim, a necessidade de retirada dos moradores de bairros próximos. Por medida de segurança a Polícia Militar retirou alunos de escolas próximas ao local. Em algumas não houve aulas. Várias lojas fecharam as portas.
A Usiminas iniciou as atividades na década de 1960. A então estatal foi privatizada na década de 1980. A empresa produz aço para indústrias automobilísticas, de implementos agrícolas e de eletrodomésticos, entre outras. A produção no segundo trimestre deste ano foi de 813 mil toneladas de aço.

No início da tarde, a empresa divulgou nota em redes sociais comunicando o acidente. Disse que a canalização de gás havia sido bloqueada e que não havia vazamento. A fábrica foi fechada e não há previsão de retorno.

O governador Fernando Pimentel (PT) informou que disponibilizou a estrutura necessária do estado para o atendimento dos feridos e contenção das chamas.

Uma equipe do núcleo de emergência ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente foi deslocada para o local, onde vai realizar uma avaliação sobre a situação e adotar as providências necessárias.

Hora do almoço
Um fator que ajudou a evitar uma tragédia foi o fato de a fábrica estar em horário de almoço no momento da explosão. Assim, os trabalhadores não estavam sem seus postos, mas no refeitório, longe do local da explosão.

Visita do MP
A Usiminas informou em nota que as pessoas foram levadas para um hospital da região e que "todas estão bem, com quadro clínico estável, e apenas uma pessoa com suspeita de intoxicação. A população de Ipatinga deve permanecer tranquila nesse momento, todas as primeiras providências foram tomadas".

`Parecia cenário de guerra`
Um funcionário da Usiminas, que não quis se identificar, disse que parecia um cenário de guerra.

"Deu um estrondo absurdo e o prédio onde eu estava balançou, aparentando que estava caindo alguma coisa. Até agora o ouvido está ruim. Aquela correria, parecendo cenário de guerra, não bom de vivenciar. Tem todo um processo de segurança, estamos todos preparados para situações como esta e seguimos conforme simulações e nos destinamos para ponto de encontro fora da área de risco", disse ele.

"Como gerou muita poeira, o pessoal ficou sem saber se era gás ou poeira", completou.

O advogado Lucas Henrique Sales que mora perto da Usiminas disse que houve um estrondo no momento do acidente. "Moro a uma distância de 1km mais ou menos. Bem perto mesmo. Estávamos aqui tendo um dia normal e lembro de estar em pé na porta de entrada da casa, quando de repente houve um estrondo que estremeceu a casa. Lembro das cortinas voando e a janela tremendo, coisa que nunca vi. Difícil até comparar com algo porque nunca presenciei algo assim. Logo após, saí pela porta e as pessoas todas em pé se perguntando o que aconteceu. Só conseguíamos ver as fumaças pelo ar vindo direto da usina", contou.
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