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Petroleira não investiu o suficiente em segurança
Data: 24/11/2011 / Fonte: Redação Revista Emergência*

A petrolífera norte-americana Chevron não contava com um esquema de segurança capaz de impedir que o vazamento no Rio de Janeiro tomasse proporções tão grandes e causasse danos ambientais. A informação é do oceanógrafo David Zee, que atua como perito para a Polícia Federal no inquérito sobre o acidente.

Segundo ele, não houve esforço por parte da empresa para investir em equipamentos e treinamento de pessoal para atuar em caso de acidentes e não havia nem barreiras suficientes para conter o óleo. O oceanógrafo relata ainda que uma das primeiras coisas a serem feitas seria o recolhimento do óleo e que a empresa não investiu nessa técnica. Para explicar a dificuldade de acesso a grandes profundidades, chegou a comparar com uma missão para a lua, dizendo que as pressões são imensas e as temperaturas muito baixas.

Falhas

Zee afirmou que não havia pessoal treinado para realizar o recolhimento do óleo, uma das primeiras medidas a serem tomadas em caso de vazamento. "Eles não têm investimento para este tipo de coisa."

Explicou também que este deveria ser um procedimento padrão e que, se a petroleira tivesse recolhido pelo menos a metade do óleo, o impacto seria bem menor.

Ecossistema será afetado

O secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, informou que duas remessas de cerca de 250 mil e 135 mil litros de óleo (juntamente com água e ar) puderam ser retiradas do oceano, porém a maior parte do petróleo já se dispersou.

Segundo Minc, em aproximadamente 90 dias, bolas de piche, que são resultado do óleo mais grosso que se agrupa, vão aparecer nas praias do litoral. O restante foi dissolvido e acabou entrando no ecossistema, e é isso que está sendo avaliado para medir os danos.

David Zee explica que existe a depressão da capacidade de produção de biomassa, parte dela alimento, e isso apresenta um custo ambiental, olhando mais a questão do aproveitamento humano. Existe ainda uma fração de óleo que se impregna na coluna d`água transferindo grande parte das substâncias tóxicas, causando malefício para a vida marinha. Além disso, como a substância não é degradável, ela fica permanentemente na coluna d`água ou no fundo do mar, e que dependendo de mudanças climáticas ou de correntes marítimas pode atingir o litoral fluminense.

Mancha de óleo diminui

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que sobrevoos na área indicam que a mancha de óleo diminuiu para 2 km² e está se afastando do litoral. No dia 18 de novembro a mancha chegou a ter cerca de 12 km², segundo a agência. O plano de emergência para enfrentar o dano ambiental conta com o recolhimento de todo o óleo vazado no mar e a dispersão do óleo com embarcações e jatos d`água. Após análise das imagens submarinas recolhidas no interior do poço, a ANP pode verificar que "a fonte primária do vazamento está controlada e a exsudação está diminuindo, sendo observado apenas um ponto com pequeno fluxo".

O vazamento começou no dia 8 de novembro, no Campo de Frade, na Bacia de Campos, a cerca de 370 km da costa do Rio de Janeiro, por conta de uma falha na exploração de petróleo da petroleira norte-americana Chevron. Um levantamento da ANP calcula que o vazamento foi de cerca de 3 mil barris. No dia 13,  empresa teve seu plano de contenção do vazamento aprovado pela a ANP. Ele previa "o emprego de lama pesada" para fechar o poço e depois, a cimentação para inutilizá-lo de forma definitiva.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o derramamento não é de grande porte, mas o fato da companhia ter tentado enganar as autoridades e a opinião pública omitindo dados e divulgado versões mentirosas agravam o caso. Como exemplo, a primeira informação da petroleira que dizia que o vazamento se deu por uma falha geológica, algo que dias depois foi desmentido pelo IBAMA.

Atividades da empresa estão suspensas

A ANP emitiu nota na quarta-feira (23), suspendendo todas as atividades de perfuração da Chevron do Brasil em território nacional. A agência também rejeitou o pedido da concessionária para perfurar o novo poço no Campo de Frade com o objetivo de atingir o pré-sal.

A empresa ja tinha sido autuada pelo Ibama com multa de R$50 milhões. O ministério público também abiru investigação que pode culminar em uma ação civil pública.

*com informações da Band, Agência Brasil e Revista Época.

Foto: Divulgação/Governo do Estado do RJ

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