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Edição 4/2010

ESPECIAL: REVOLUÇÃO NO APH
Reportagem de Rafael Geyger
Foto: Clóvis Ferreira/Digna Imagem

Uso de medicamentos no pré-hospitalar aumenta a sobrevida de vítimas em urgências clínicas e traumáticas, mas ainda carece de regras

Uma revolução no APH brasileiro. É dessa forma que desponta o uso de medicamentos no ambiente pré-hospitalar, com benefícios no tratamento precoce de agravos à saúde, em urgências clínicas e traumáticas. Periodicamente, novas descobertas da Medicina saem dos centros mais desenvolvidos em emergência e desembarcam nos serviços brasileiros. A comparação com países mais bem preparados, contudo, revela que ainda há um caminho longo a percorrer.

Enquanto o guia do setor, a portaria 2048/2002, do Ministério da Saúde, estabelece 26 medicamentos de uso nos serviços pré-hospitalares, a lista mínima dos Estados Unidos traz 111 drogas, instituídas pelo NREMT (National Registry of Emergency Medical Technicians). Segundo o paramédico brasileiro Sergio Jatobá, que atua no Grupo de Operações Especiais do Condado de Palm Beach, cada agência de APH no país usa entre 40 e 70 drogas. "Muitas delas já têm sua eficácia comprovada e são consideradas imprescindíveis dentro dos sistemas de APH, enquanto outras ainda estão sendo pesquisadas. Ao mesmo tempo, novas drogas são introduzidas a todo instante", explica.

Nem é preciso observar o modelo norte-americano para perceber que o Brasil pode evoluir no segmento. Exemplos de práticas já adotadas em território nacional mostram que várias drogas estabelecidas pelo Ministério da Saúde foram substituídas por outras de melhor efeito e mais propícias ao ambiente pré-hospitalar. Algumas continuam sendo usadas e somam-se a elas novos fármacos incorporados à rotina dos serviços, o que aumenta as possibilidades de salvar vidas.

Os medicamentos utilizados no pré-hospitalar promovem a diminuição dos agravos à saúde e das sequelas, sendo de vital importância na tentativa de reversão da parada cardiorrespiratória, no alívio da dor e na estabilização do doente politraumatizado", opina Reinaldo Del Pozzo, coordenador do SAMU Diadema/SP.


Confira a reportagem
na íntegra na Edição 
20 Abril/Maio da Revista Emergência.

 

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ENTREVISTA: POPULAÇÃO É PRIORIDADE
Entrevista ao jornalista Alexandre Gusmão
Foto: Alexandre Gusmão

Superintendente de APH do Rio alerta sobre importância da união dos serviços de emergência para a comunidade

Quando se fala em salvar vidas, questões políticas não têm espaço, segundo o superintendente de Urgência e Emergência Pré-Hospitalar (SUEPH) do Rio de Janeiro, coronel Fernando Suarez. "O que eu acho que tem que existir é todo mundo trabalhar em prol do paciente. Esta é a missão. Não importa se é militar ou se é civil, tem que ter uma pessoa dedicada para fazer o atendimento e parar com a história política". É nisto que ele acredita ao se referir ao sistema SAMU do Rio de Janeiro, que se diferencia do resto do país, por incluir em sua composição militares, após a criação da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, resultado da junção das Secretarias de Saúde e de Defesa Civil.

De acordo com o superintendente, muito evoluiu após esta integração, principalmente no número de chamadas, que saltaram de 1.500 para 6.000 por dia.

Ele também destaca a evolução no APH nos últimos anos com projetos como as UPA (Unidades de Pronto Atendimento), cujo desempenho também pode ser medido em números. "Nós achávamos que se colocássemos a UPA para atender pequena e média complexidade, diminuiríamos as filas e o fluxo nos hospitais e, com certeza, diminuímos. Fazendo uma análise crítica, vimos que diminuiu em 40% a ida das pessoas a alguns hospitais", revela.

Além das UPA, o Rio de Janeiro também se preparou na área de APH para enfrentar eventos de grande magnitude, a exemplo dos jogos Pan-Americanos, em 2007. Segundo Suarez, este foi um grande ensaio na área de APH e que mostra a capacitação do setor para este e outros eventos futuros como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Sobre a situação do APH no Rio, a implantação das UPA e outros temas relativos ao sistema, Suarez conversou com Emergência.

2010 iniciou com grandes tragédias em nível nacional, a exemplo de Angra, e internacional, como o Haiti. Como o sistema de resposta do Rio de Janeiro tem atuado nas catástrofes no Brasil e Exterior?
A grande vantagem do pré-hospitalar e do serviço do Corpo de Bombeiros é que já temos mapeados os riscos. Por exemplo, o reveillon é um risco importante. Tanto é que nós estávamos na praia. Ele acabou às 6 horas da manhã e já saímos direto para Angra dos Reis por causa dos deslizamentos e com muitas dificuldades porque estamos falando de uma ilha. As pessoas foram atendidas e nós permanecemos lá quase 15 dias para resgatar as vítimas. Tivemos também, além da ilha, dentro da cidade de Angra um deslizamento importante. Portanto, este ano começou e não vimos o outro ano terminar. No meio disto, entrou o Haiti. Nós mandamos 31 bombeiros para o país. Foi uma grande experiência também. Chegamos às 8 horas da manhã e às 16 horas estávamos retirando uma enfermeira com vida dos escombros. Inclusive outras medidas estão sendo tomadas para este auxílio, apoiadas pelo Governo do Rio de Janeiro, como a viabilização de construção de uma UPA, Unidade de Pronto Atendimento diferenciada. Não é uma UPA nos moldes tradicionais. É um contêiner diferenciado, um modelo novo, com sala de esterilização, alojamentos, centro cirúrgico e, inclusive, oxigênio. É importante que se saiba que no Haiti não tem nada. Então, tudo isto tem que ser levado para minimizar o sofrimento. Usina de oxigênio é um exemplo disto porque lá eles usam oxigênio industrial.


Confira a entrevista
na íntegra na Edição 
20 Abril/Maio da Revista Emergência.

 

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TERREMOTO NO CHILE: TRAGÉDIA VINDA DO MAR
Reportagem de Rafael Geyger
Foto: Vladimir Platonow/ABR

Tremor de 8,8 graus, originado no oceano, assola o Chile e gera ondas gigantes subestimadas por autoridades

Um terremoto de 8,8 graus na escala Richter, em 27 de fevereiro, atingiu a costa do Chile e afetou cerca de 2 milhões de pessoas, danificando mais de 1,5 milhão de casas e gerando prejuízos de 30 bilhões de dólares, conforme estimativa do governo local. A destruição foi ainda maior em razão de tsunamis, que arrasaram cidades litorâneas com ondas de até 18 metros e contribuíram, significativamente, para as mais de 400 mortes registradas, dados do dia 21 de março.

O sismo foi o sexto mais forte já registrado e teve seu epicentro no oceano Pacífico, a 335 quilômetros da capital, Santiago, às 3h34min (hora local). As cidades de Constitución e Concepción - a segunda maior do País, com 600 mil habitantes - foram as mais atingidas.

Ao abalo principal, somaram-se dezenas de réplicas que deixaram a população intranquila. Duas horas depois, 14 tremores secundários já tinham sido registrados - cinco deles acima de 6 graus. Em 15 dias, foram 314 réplicas, segundo o USGS (Serviço Geológico dos EUA), sendo duas de magnitude 6,9.

De acordo com o professor João Willy Corrêa Rosa, do Instituto de Geociências da UnB (Universidade de Brasília), as réplicas ocorrem em razão da movimentação e do rompimento de falhas paralelas, geradas pelo evento principal. Ele diz acreditar que, no futuro, esse tipo de evento possa ser previsto para que as pessoas se preparem para a emergência. "É um problema físico-matemático complexo. Isso quer dizer que ainda não conhecemos o processo e que vai demorar muito tempo para conseguirmos", diz.


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20 Abril/Maio da Revista Emergência.

 

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ATUALIZANDO: TÉCNICA E CONHECIMENTO
Foto: Cristiane Reimberg

Bombeiros de São Paulo comemoram 130 anos de Corporação e 20 anos de resgate, recebendo doações de equipamentos

Uma praça repleta de bombeiros. Viaturas antigas se misturam a veículos novos, que estão expostos para a população que passa pela Praça da Sé em São Paulo/SP. A movimentação desse dia 10 de março chama atenção. As pessoas parecem deixar a pressa de lado para observar o que está acontecendo: a comemoração dos 130 anos dos Bombeiros no estado. "Não existe heroísmo. O que há é técnica e conhecimento", garante o comandante do Corpo de Bombeiros de São Paulo, coronel Luiz Humberto Navarro.

Na ocasião, a prefeitura de São Paulo entregou à corporação dez unidades de resgates. Já do governo do estado, os bombeiros receberam dez autobombas, seis lanchas, doze kits de operações contra enchente, quatro quadriciclos, duas pick-ups e equipamentos diversos. No ano de 2009, o estado investiu 25 milhões de reais no Corpo de Bombeiros, enquanto a prefeitura da capital paulista fez um investimento de 10 milhões.

"A boa imagem da instituição é unanimidade no Brasil. É uma satisfação contribuir para o fortalecimento e melhoria de infraestrutura", afirma o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. "Outrora chamados de heróis do fogo, hoje são do salvamento. No passado, nem sempre contavam com equipamentos adequados. Isso foi superado. O aparelhamento adequado é uma preocupação constante do estado e das prefeituras", completa o secretário estadual de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.

Os convênios com estado e municípios fazem parte do modelo adotado pela corporação em São Paulo. Em 2009, a parceria foi renovada pelos próximos 30 anos.


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20 Abril/Maio da Revista Emergência.

 

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PREVENSUL: CAPACITAÇÃO EM EMERGÊNCIA
Foto: Arquivo Emergência

Evento volta ao Paraná com programação que oferece atualização profissional e tecnológica

Em sua 13ª edição, a Prevensul (Feira e Seminário de Saúde, Segurança do Trabalho e Emergência) volta a Curitiba/PR, de 9 a 11 de junho, apresentando inovações tecnológicas em uma grande feira e proporcionando debates em congressos, seminários e workshops. O evento, promovido pelas Revistas Proteção e Emergência, com a organização da Proteção Eventos, acontece no Expo Unimed Curitiba, no interior da Universidade Positivo.

Na área de Emergência, eventos paralelos reunirão especialistas que abordarão temas fundamentais para o exercício profissional de médicos, enfermeiros, técnicos de Enfermagem, resgatistas, brigadistas e bombeiros (militares, civis, voluntários e comunitários). Simulações de atendimentos de emergência também têm destaque no encontro.

A 13ª Prevensul terá ainda eventos sobre Saúde e Segurança do Trabalho: 2º Abrafit (Congresso Nacional de Fisioterapeutas do Trabalho), I Simpósio de Ergonomia e Qualidade de Vida, Alaest 2010 (Congresso Latino Americano de Engenharia de Segurança do Trabalho) e os Seminários Paranaense de SST e de Jornada de Trabalho. A programação completa da feira está no site www.prevensul.com.br.


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EXPERIÊNCIAS: PERSONAGEM DA HISTÓRIA
Entrevista ao jornalista Rafael Geyger
Foto: CBMDF


Bombeiro militar conta detalhes da atuação brasileira no terremoto que matou 230 mil pessoas no Haiti

Experientes, bem preparados e devidamente equipados, os bombeiros brasileiros que participaram do resgate às vítimas do terremoto no Haiti, em janeiro, enfrentaram uma ocorrência ímpar, muito diferente de qualquer outra que tenham participado no Brasil, a começar pelo número de vítimas. Os 230 mil mortos, segundo o governo haitiano, foram parte de uma tragédia que exigiu uma incomparável dedicação dos militares. Entre eles, estava o sargento Rodrigo Goston e Figueiredo, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, especializado em busca e resgate em estruturas colapsadas. Ele conta que o Haiti foi um grande aprendizado para os brasileiros, que puderam trocar conhecimentos com equipes internacionais e aprimorar o seu nível de treinamento. Para ele, a angústia de querer fazer mais do que era possível e a dor do povo haitiano, que passava as noites nas ruas, são marcas que carregará de uma das maiores operações de resgate da história.

Qual o primeiro impacto sobre a tragédia do Haiti?
O caminho do aeroporto de Santo Domingo até a base do Exército não foi atingido pelo terremoto. Fomos ver o desastre na alvorada, quando fomos para a cidade. O maior impacto ocorreu ao ir para a primeira missão, pois o cheiro era desagradável demais. Era cheiro de corpo em decomposição e havia mortos espalhados pelas ruas.


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20 Abril/Maio da Revista Emergência.

 

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CONFERÊNCIA: REFORMULAÇÃO NA DEFESA CIVIL
Foto: Adalberto Marques/Integração Nacional

Evento aprova a reativação do Fundo Nacional e a criação da carreira de agente da Defesa Civil

reativação do Fundo Nacional de Defesa Civil foi uma das principais deliberações da 1ª Conferência Nacional de Defesa Civil e Assistência Humanitária, realizada em Brasília, de 23 a 25 de março. O evento avaliou a capacidade brasileira de prevenir e responder aos desastres naturais e definiu diretrizes de ação para fortalecer o Sistema Nacional de Defesa Civil.
Criado originalmente em 1969 e regulamentado em 1994, o fundo não chegou a sair do papel, como lembrou o ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, na abertura da Conferência. "Apesar de estar previsto em lei, nunca funcionou. Ele pode assegurar recursos com brevidade e em quantidade suficiente para enfrentarmos as demandas que surgem com os desastres naturais", disse.

O fundo é aguardado como um mecanismo para agilizar a liberação de recursos destinados à reconstrução das cidades e ao atendimento de vítimas de enchentes e deslizamentos de terra, por exemplo. Conforme Geddel, o tema já havia sido discutido com o Ministério do Planejamento e com a Presidência da República, que aguardavam a Conferência para montar um grupo de trabalho que irá definir a origem do dinheiro e o peso da participação de municípios, de estados e da União.

"Este é, hoje, o caminho mais rápido e objetivo para darmos sequência às ações de defesa civil. Ou continuaremos à mercê da edição de medidas provisórias, correndo permanentemente atrás dos problemas. Nesse caso, por mais ágeis que sejamos, nunca seremos tão rápidos para atender às pessoas", declarou Geddel.


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ARTIGO TRANSPORTE: MUDANDO PARADIGMAS
Autores: Lucimar Cardoso Augusto e Sergio Pinto Amaral
Foto: CETESB

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roposta de especialização para condutores rodoviários de produtos perigosos garante segurança no transporte

Segundo a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), existem 1091 plantas de produtos químicos industriais cadastrados no Guia da Indústria Química Brasileira. Paralelamente, o transporte de produtos químicos no Brasil desenvolveu-se rapidamente e, com isso, a probabilidade de acidentes aumentou. O modal rodoviário é um meio muito utilizado nessa atividade e, portanto, as carretas são veículos comumente envolvidos. Isso porque, de acordo com pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), de dezembro de 2006, 35% dos acidentes ocorridos em 2004 nas rodovias federais envolviam veículos de carga e causaram mais de 49% das vítimas fatais.

Diante do cenário descrito, as condições de segurança para o TRPP (Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos) tornam-se assunto relevante para a população brasileira e, portanto, devem ser apresentadas a partir da investigação sobre a real necessidade de mudança de paradigma no que tange à questão de os condutores de carretas tornarem-se especialistas técnicos em direção defensiva.


Confira a bibliografia usada neste artigo.


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ARTIGO: BIOÉTICA NO APH
Autores: Arimaza Contarini Soares, Bruno Quintino Domingos, Cláudia Cristina do Nascimento, Dilma Santos de Abreu e Derli Batista da Silva
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom


Pesquisa mostra como serviços de atendimento pré-hospitalar lidam com o respeito à individualidade e direitos das vítimas
No século XX, com o crescimento vertiginoso da tecnologia, o avanço contínuo da Ciência em todos os campos, as duas guerras mundiais com sua devastação e mortalidade assustadoras, surgiram muitas questões éticas, ou seja, que perpassaram a relação do indivíduo com a sociedade.

Com esse panorama de acontecimentos históricos e também com a evolução dos instrumentos para lidar com a questão da saúde, nasce a preocupação com a Bioética.

Segundo o pesquisador Adilson Rodrigues Coelho, podemos defini-la como sendo "o estudo sistemático da conduta humana no âmbito da vida e da saúde, na medida em que esta conduta é examinada à luz de valores e princípios morais".

De acordo com os autores Magda Santos Koerich, Rosani Ramos Machado e Eliani Costa, o comportamento ético em atividades de saúde não se limita ao indivíduo, devendo ser também, um enfoque de responsabilidade social e ampliação dos direitos da cidadania, uma vez que sem cidadania não há saúde.


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ARTIGO DEFESA CIVIL: CONTROLE DE RISCOS
Autor: André Có Silva
Foto: Arquivo SEDEC


Planejamento e políticas públicas de defesa civil como alternativas para minimizar as consequências dos desastres

Na doutrina nacional de Defesa Civil, o desastre é conceituado como o resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem, em ecossistema vulnerável, causando danos humanos (mortos, feridos, desabrigados, desalojados), materiais e ambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociais. Para se obter um resultado satisfatório no combate ao desastre devem ser priorizadas ações de prevenção e de preparação, pois se mostram mais eficientes e menos onerosas. No entanto como fazê-las?

Analisando os locais onde, normalmente, acontecem esses sinistros percebe-se que não existem aspectos básicos de planejamento, muito pelo contrário, notam-se os seguintes fatores: grande número de residências, grande concentração populacional, baixo aspecto construtivo das edificações, desmatamento e acúmulo de lixo. Soma-se a eles a possibilidade de alterações climáticas desfavoráveis.


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