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Entrevistas
Especialista relata suas experiências nos Serviços de Emergências Médicas como advogado e paramédico
O paramédico e advogado norte-americano, Frank Nagorka, tem participado de momentos importantes para os Serviços de Emergências Médicas (EMS - Emergency Medical Services) dos Estados Unidos. Além de atuar na elaboração de leis e acompanhar os processos judiciais que envolvem esse tipo de serviço, o paramédico esteve presente e ativo em grandes eventos como a posse do presidente Barack Obama em Chicago.

O sistema americano conta com diferentes leis para EMS. Isso porque cada um dos 50 estados que compõem o país legisla de forma diferente. Nacionalmente, existem padrões para os EMTs (Técnicos em Emergências Médicas) e Paramédicos, mas os estados têm autonomia para decidir segui-los ou não. Frank Nagorka falou com Emergência sobre todo esse cenário, que envolve prática profissional, legislação e tecnologia para proteção do sistema.

Como foi a expiriência de atuar na posse do predifente Barack Obama?
No local, o Serviço Secreto inspecionou meus equipamentos e averiguou informações sobre mim. Esse tipo de controle é padrão para esses tipos de eventos. O Serviço Secreto também era responsável por nos ajudar a chegar ao paciente que precisasse de ajuda. Um evento como esse envolve muito planejamento e uma excelente coordenação entre os diversos prestadores.

Quais são as principais leis sobre os EMS nos Estados Unidos?
Não existe uma lei nacional de EMS. Há 50 estados nos Estados Unidos e cada um legisla de forma diferente em relação aos Serviços Médicos de Emergência. No entanto, cada estado tem pelo menos dois níveis de EMS: Suporte Básico de Vida e Suporte Avançado de Vida. Além disso, os estados permitem diferentes níveis de controle. Ou seja, em alguns estados o EMS é mais local, em outros, há um conjunto de protocolos que cobre todo o estado. Por fim, temos padrões nacionais para os EMTs (Técnicos em Emergências Médicas) e Paramédicos, mas os estados podem decidir se respeitam a certificação nacional. Em qualquer estado, um indivíduo só pode ser prestador de cuidados pré-hospitalares se for licenciado por ele. Também se pode atuar apenas de acordo com o nível da licença. Ainda em todos os estados, se um prestador de cuidados pré-hospitalares não conseguiu cumprir o padrão de atendimento, uma ação pode ser movida contra o provedor e seu empregador para recuperar os danos.

Confira a entrevista na íntegra na Edição 21/Julho da Revista Emergência
 
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