Data: 22/03/2010 / Fonte: CBMSE

Foto: ASCOM/CBMSE 

Sergipe – Quando bem treinados, os cães são grandes aliados na busca e salvamento de vítimas. Em tragédias como o terremoto que destruiu o Haiti, eles são utilizados para o resgate não só de corpos, mas também de vítimas que sobrevivem a essas tragédias, numa espera angustiante de serem encontradas e resgatadas. Desde 2008, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe (CBMSE) conta com cães e profissionais preparados para atuar em situações como essa.

O canil do CBMSE conta com quatro cães, sendo três da raça labrador e um da weimaraner. “São cães específicos para esse tipo de atividade, porque eles têm um excelente faro e são muito dóceis. Se fosse um tipo mais agressivo de cão ele poderia morder a vítima”, explica o responsável pelo canil, sargento Elielson Silva.

O trabalho com o cão começa com o estímulo para que ele crie um vínculo com um brinquedo. A partir daí é colocado um odor humano nesse brinquedo, que ele passa a buscar em diversas situações simuladas, como em escombros, na mata, entre outros. Então na situação real, ele vai estar procurando a vítima, que para ele é o brinquedo, e quando isso acontece ele sinaliza com latido. Quando ele alcança o objetivo, é recompensado com petiscos e carinho.

Um dos cães já está preparado para atuar na busca de drogas e outro está sendo trabalhado para a busca de cadáveres submersos. Para que o animal esteja preparado para atuar quando for necessário, o treinamento tem que ser diário, para que não haja um relaxamento. “Nós trabalhamos com eles quatro horas, mas intercaladas, para não cansar o animal”, conta o sargento.

Atualmente o treinamento com os cães é feito na superintendência da Polícia Federal (PF), a partir de um convênio realizado entre essa instituição e o CBMSE. A PF disponibiliza as instalações e uma viatura própria para o transporte dos animais e o Corpo de Bombeiros entra com o efetivo humano e canino.

O trabalho de busca com animais de Sergipe teve a sua primeira missão em 2008, quando um dos cães e o sargento Elielson trabalharam nos temporais de Santa Catarina. “O nosso foi o primeiro dos 26 animais no local a encontrar uma vítima. Nós esperamos que novas tragédias não aconteçam, mas é fundamental que estejamos sempre preparados e é para isso que trabalhamos diariamente”, afirmou o sargento Elielson.

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