Data: 20/03/2010 / Fonte: Jornal de Santa Catarina

Blumenau/SC – O Corpo de Bombeiros está treinando três novos soldados para atuar em resgates na região. Eles são corajosos, obstinados, respondem pelos nomes-de-guerra de Arcanjo, Odin e Anúbis e têm quatro patas. Até setembro, três cães labradores são instruídos a agir em cenários que remontam situações reais de perigo e tragédias. Num dia, eles percorreram as margens e nadaram nos ribeirões em Indaial. No outro, escombros de casas da Rua Hermann Huscher, Bairro Vila Formosa, destruídas pelos deslizamentos de terra em novembro de 2008 em Blumenau, serviram de obstáculos para os cachorros, que também já passaram por florestas e prédios abandonados do Vale.

A ideia de treiná-los surgiu logo após a tragédia, quando os bombeiros sentiram a necessidade de ter apoio de um animal em situações de resgate a soterrados ou a pessoas em áreas de difícil acesso.

– Nessas horas vemos como o cão potencializa o bombeiro. Com as habilidades dele, às vezes o trabalho de parceria entre o cão e o soldado vale o mesmo que 30 bombeiros juntos – analisa o soldado Edson Leonardo Baerwald, instrutor do labrador Arcanjo, de um ano.

Em companhia da dupla estão os soldados Marcos Prochnow, instrutor da cadela Anúbis, de um ano, e Carlos Sidnei Thiel, instrutor do caçula Adin, de seis meses. Juntos eles compõem a equipe de resgate durante o plantão, mas depois do expediente, formam uma família:

– Cada um leva o seu cão para casa e cria como parte da família. A socialização faz parte do ciclo de confiança que se estende nas horas de resgate – explica Baerwald.

Os três cães ainda não participam do atendimento às ocorrências. Em setembro, quando completarem 11 meses de treinamento, Arcanjo e Anúbis, os cães mais velhos, passarão por avaliações junto com os instrutores no Centro Estadual de Treinamento de Cães, em Xanxerê. Lá, cão e dono vão receber um certificado internacional de resgate, licença concedida pela Organização das Nações Unidas (ONU) a apenas três cães do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina. O título credencia os animais a atuar também em situações de perigo fora do país.

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