Data: 02/06/2010 / Fonte: O Povo

Ceará – A falta de chuva neste ano tem causado problema ao Interior. Vários municípios cearenses já solicitaram a decretação do estado de emergência por conta da seca verde, informa a Defesa Civil do Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará. O órgão está atuando em 123 municípios do Interior. Desses, em 87 o problema é devido à carência de chuva nas regiões.

Segundo o coronel William Lopes, coordenador executivo da Defesa Civil estadual, o Sertão Central, a Região dos Inhamuns, a Região do Jaguaribe e a Zona Norte foram as regiões mais atingidas. Até semana passada, cita ele, havia 71 municípios atendidos por carros-pipa, o que representa uma população de 500.132 e 446 carros-pipa em funcionamento.

O coronel explica que, depois que o município decreta estado de emergência, envia a documentação para o Governo do Estado homologar. O próximo passo é mandar para a Secretaria Nacional da Defesa Civil. “Muitas medidas sociais estão sendo feitas pelo Governo, o que ameniza a situação, mas a chuva faltou neste semestre“, analisou.

Os dados ainda são extraoficiais, mas a estimativa é que tenha chovido, nesta estação chuvosa, de fevereiro a maio, em torno de 55% abaixo da média histórica para o Estado. De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), de janeiro até 31 de maio, as precipitações foram 43% abaixo da média histórica para o período (incluindo a pré-estação).

Na pós-estação, pode chover, mas menos. Conforme o meteorologista Paulo Barbieri, depende do fenômeno do leste. As chuvas em regiões do leste do Nordeste (como no Rio Grande do Norte, na Paraíba e em Pernambuco) podem se intensificar nessas áreas e chegar ao Ceará.

Emergência

A chuva pouca desta quadra contribuiu para perdas na agricultura. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão do Ceará (Ematerce) elaborou o relatório da situação da safra agrícola de sequeiro (as culturas de grãos, oleaginosas e mandioca). Segundo o documento, a perda total foi de 57,92% da safra. O relatório mostra dados das plantações de algodão, amendoim, arroz, feijão, girassol, mamona, mandioca, milho e sorgo.

Das culturas avaliadas pela Ematerce, o milho, que tem a maior participação no total da safra de grãos, teve a maior perda (68,38%), seguido pelo feijão (59,5%) e pela de raiz de mandioca (42%).

A Ematerce lembra que a situação gera “implicações na segurança alimentar e no suporte alimentar do rebanho“. O órgão aponta como causa maior desse estado na safra 2010 as chuvas abaixo da média e mal distribuídas.

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