Data: 22/03/2010 / Fonte: Redação Revista Emergência

Salvador/BA – Idealizado pelo coordenador do SAMU Salvador/BA, Ivan Paiva, o projeto SAMU nas Escolas é pioneiro na Bahia, tendo inspiração em iniciativa realizada na Dinamarca, na qual instrutores de suporte básico de vida treinaram jovens e adultos na abordagem a uma vítima de parada cardiorrespiratória, obtendo retorno rápido e positivo.




Em Salvador, o projeto nasceu da necessidade de capacitar alunos de 8° e 9° anos das escolas municipais sobre condutas a serem adotadas em uma parada cardiorrespiratória, incluindo a demonstração do DEA (Desfibrilador Externo Automático).

Diante dos inúmeros trotes recebidos diariamente na Central de Regulação por crianças e pré-adolescentes, o projeto também busca sensibilizar a comunidade estudantil sobre a importância do serviço, encorajando-os a multiplicarem os conhecimentos adquiridos para sua família e comunidade.

De setembro a novembro de 2009, foi realizada a primeira etapa do treinamento, contemplando 29 escolas e capacitando 3.000 alunos por meio de 33 instrutores do Núcleo de Educação Permanente do SAMU. Também participaram acadêmicos de Medicina das ligas do trauma da Universidade Federal da Bahia e da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.



As escolas receberam um kit da Medical Laerdal do Brasil, contendo um manequim inflável, um CD para reciclagem e material para biblioteca. Em 2010, será realizada a segunda etapa, de acordo com o calendário das escolas.

Trotes

Conforme Manuela Melo, uma das coordenadoras do projeto, o número de trotes ao SAMU reduziu em 10% com a iniciativa. Além disso, um dos instrutores presenciou dois jovens abordando um morador de rua para verificar se ele estava consciente. “O instrutor perguntou porque fizeram a abordagem e eles responderam que tiveram treinamento com o SAMU através desse projeto. Isso é muito gratificante”, afirma.

Ela diz que todos os alunos conseguiram assimilar as informações passadas durante o treinamento e, por isso, irão passar os conhecimentos obtidos para familiares e amigos. “Outro ponto que observei é que estas crianças e pré-adolescentes são muito carentes e se sentiram valorizadas ao participar do treinamento, principalmente em saber que elas podem salvar vidas”, completa.

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