Data: 13/04/2010 / Fonte: Defesa Civil de Salvador

Salvador/BA – Você já tentou ligar para o 199 e não conseguiu? A ligação sempre estava ocupada ou você teve que aguardar alguns minutos na fila de espera? Esse tipo de situação não deveria acontecer, porém, das 13.511 ligações recebidas pelo setor em março, um total de 4.367 foram trotes, isto é cerca de 32%.

Crianças e até adultos infringem a lei e passam trotes para o serviço que é gratuito e tem como objetivo atender as solicitações de emergência, principalmente em decorrência da chuva neste período do ano.

Segundo o subsecretário para assuntos de Defesa Civil, Osny Bonfim, é importante que as pessoas se conscientizem em relação à tal prática, pois pode causar um transtorno ainda maior para quem precisa de ajuda. “Em muitos casos o solicitante que está passando por uma situação de risco encontra as linhas do 199 congestionadas, o que atrasa o atendimento que deverá acontecer com toda a prontidão necessária”.

A situação envolve quase todo o quadro de funcionários da Codesal, entre atendimento, supervisão, engenharia e transporte, que em muitos casos se deslocam para atender uma solicitação inexistente. Como constatou a coordenadora do setor, Maria Vitorina Jesus Santos.

Segundo ela, existem casos em que o engenheiro se desloca até o local, ficando impossibilitado de atender uma situação real de emergência. “Como o que aconteceu na semana passada, quando um adulto telefonou e disse que a casa tinha caído. Ao chegar ao local a equipe constatou o trote”, explicou.

Trabalhando no setor há três anos, a atendente Priscila de Jesus Lima Santos, sabe exatamente os transtornos causados pela “brincadeira de mau gosto”, principalmente para quem precisa do serviço com rapidez. “Muita gente que liga passando trote, faz isso mais de uma vez, alguns até diariamente”, explicou Priscila.

Para minimizar o número de trotes a Codesal pede que a população soteropolitana tenha consciência sobre a importância da celeridade do trabalho do serviço e evitem os trotes. “Trabalhamos com situações de risco, em que o tempo é fundamental”, concluiu Osny Bonfim. 

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