Data: 03/06/2010 / Fonte: Gazeta de Piracicaba

Piracicaba/SP – O Gafab (Grupo de Apoio à Força Aérea Brasileira) de Piracicaba se estrutura para sediar um Corpo de Voluntários. O projeto é pioneiro no país e prevê a formação de um grupo de apoio na região em buscas e salvamentos feitos pela Força Aérea Brasileira, que realiza resgates aéreos e marítimos. Segundo o vice-presidente da associação piracicabana, Marcelo Kraide, esse é um antigo sonho do grupo, que agora precisa se organizar para pleitear uma parceria futura com a Força Aérea Brasileira.

A base deve funcionar no antigo hangar da empresa TAM, localizado no tradicional Aeroporto Estadual Comendador Pedro Morganti. “Conseguimos dar um grande passo, que foi a adequação de uma sede física. Esse local permite o funcionamento como uma base operacional. Também conseguimos um CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) que vai nos permitir o início de atividades em conjunto com outros órgãos”, destaca.

Segundo Kraide, no início de agosto começam os treinamentos para formação dos socorristas que vão atuar no salvamento de vidas. “As pessoas são habilitadas a atender situações como alguém que passa mal e precisa de atendimento médico urgente. São minutos que podem salvar preciosas vidas”, destaca. O Gafab também se esforça para firmar parcerias em conjunto com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.

A equipe será preparada para atuar em buscas, resgates e na localização de pessoas. Como explica Kraide, a atuação irá além dos trabalhos em desastres aéreos, que não são tão comuns na região. O hangar que deve ser ocupado pelo grupo é de uma empresa particular e conta com auditório, refeitório para 100 pessoas e duas salas de aula para 120 e 180 pessoas, além de 15 quartos que podem acomodar 60 pessoas.

O local também será utilizado para eventos e palestras promovidos pelo próprio Gafab. Kraide informa que, para viabilização do projeto, o Gafab vai buscar formas de apoio e parcerias com empresas. A princípio, qualquer pessoa pode se tornar um voluntário, mas os interessados precisam ter mais de 18 anos. Segundo a filosofia do Comando da Aeronáutica, a dedicação pessoal e irrestrita dos membros é o maior alicerce para o sucesso da missão que lhe é atribuída.

Quase 1.500 operações no ano passado

A última missão de salvamento a ganhar repercussão nacional (e até mundial) foi relacionada ao acidente aéreo com o Air France (que partiu do Rio de Janeiro com destino a Paris), há cerca de um ano. Operações iguais a essa aconteceram 1.444 vezes em 2009, com 2.087 pessoas assistidas e 1.905 horas de voo. Só no acidente com o Air France, foram gastos US$ 70,4 milhões.

Segundo o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), do Ministério da Defesa, o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico atua numa área de 22 milhões de quilômetros quadrados, grande parte dessa área sobre o oceano Atlântico e a Amazônia. Os resgates são organizados e estruturados para efetuar missões de busca e salvamento de acordo com os compromissos e normas nacionais e internacionais.

Suas principais atribuições são: localizar ocupantes de aeronaves ou embarcações em perigo; resgatar tripulantes e vítimas de acidentes aeronáuticos ou marítimos com segurança; e interceptar e escoltar aeronaves em emergência. O Decea é a organização responsável pela sustentação normativa, coordenação e supervisão operacional das atividades de busca e salvamento, na área de responsabilidade do país.

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